O avanço de empresas brasileiras para países vizinhos, principalmente o Paraguai, voltou ao centro do debate político após declarações do ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PL). Segundo ele, a saída de indústrias expõe a perda de competitividade da economia brasileira e reforça a necessidade de mudanças para estimular investimentos e preservar empregos.
De acordo com dados do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai, mais de 223 indústrias brasileiras já operam naquele país por meio da Lei de Maquila, representando cerca de 69% das 332 empresas estrangeiras instaladas em território paraguaio. O movimento também alcança a Argentina, que passou a receber investimentos de grupos brasileiros em diferentes segmentos.
O tema foi abordado durante a Convenção Nacional do PL, realizada no sábado (25/07), em São Paulo, que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Na avaliação de Reinaldo Azambuja, o Brasil precisa oferecer um ambiente mais favorável aos investimentos privados para evitar a saída de empresas e a perda de postos de trabalho.
Levantamento do Sebrae aponta que o encerramento formal de empresas aumentou 15,8%, totalizando aproximadamente 741 mil CNPJs baixados. Desse total, cerca de 75% pertenciam a microempreendedores individuais (MEIs) e outros 18% a microempresas.
Enquanto isso, o Paraguai continua atraindo indústrias por meio da Lei de Maquila, criada em 1997, que permite importar insumos sem tributação e exportar pagando imposto de apenas 1% sobre o valor agregado.
Segundo o ex-governador, Mato Grosso do Sul adotou políticas de incentivos fiscais, fortalecimento da infraestrutura e atração de investimentos durante sua gestão, especialmente para os setores de celulose, proteína animal e agroindústria.
Ao comentar o cenário nacional, Reinaldo afirmou que o país precisa adotar medidas para recuperar a competitividade.
"Milhares de empresas do comércio, serviços e indústria fecharam definitivamente suas portas por não suportarem as pesadas cargas tributárias e a insegurança de investir no Brasil. O governo precisa agir para impedir essa debandada, que coloca a nação em risco economicamente, ameaçando o emprego e a renda das famílias."
Pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja afirmou que pretende defender pautas voltadas ao crescimento econômico, geração de empregos e fortalecimento do ambiente de negócios.
Segundo especialistas e representantes do setor produtivo citados na reportagem, fatores como estabilidade jurídica, simplificação tributária, infraestrutura eficiente e segurança institucional continuam entre os principais desafios para ampliar a competitividade da indústria brasileira.