Brasil ROMBO CRESCE
Contas públicas pioram e dívida do Brasil alcança R$ 10,8 trilhões
Resultado divulgado pelo Banco Central mostra avanço da dívida e déficit no setor público
31/07/2026 07h02
Por: Redação 24h News MS
Fachada do Banco Central, responsável pela divulgação do Boletim de Estatísticas Fiscais. (Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles)

O setor público consolidado do Brasil registrou déficit primário de R$ 55,3 bilhões em junho de 2026, enquanto a dívida bruta do governo geral alcançou 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB), conforme dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Banco Central.

O resultado de junho foi superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o déficit primário ficou em R$ 47,1 bilhões. O levantamento faz parte do Boletim de Estatísticas Fiscais divulgado pelo Banco Central.

Déficit primário ocorre quando as despesas do setor público superam as receitas, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida.

Segundo o Banco Central, as empresas estatais registraram déficit de R$ 1,5 bilhão em junho. Considerando apenas as estatais federais, o déficit chegou a R$ 1,83 bilhão. No acumulado do primeiro semestre, essas empresas somam déficit de R$ 7,8 bilhões.

O indicador considera apenas empresas estatais federais que não incluem grandes companhias como Petrobras e Eletrobras, refletindo principalmente a situação de empresas dependentes ou com maior fragilidade financeira.

Em valores absolutos, a dívida bruta atingiu R$ 10,8 trilhões em junho de 2026. O crescimento é resultado dos impactos dos juros nominais, das emissões líquidas de dívida e da variação do PIB nominal.

Ainda conforme o boletim, o governo central, composto por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registrou déficit de R$ 47,2 bilhões. Os governos estaduais e municipais tiveram déficit de R$ 6,6 bilhões, enquanto as empresas estatais responderam por déficit de R$ 1,5 bilhão.

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou 81,9% do PIB, equivalente a R$ 10,8 trilhões. Já a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) chegou a 68,5% do PIB, somando R$ 9 trilhões, com aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Segundo o Banco Central, a evolução da dívida foi influenciada pelos juros nominais apropriados, pelas emissões líquidas de títulos públicos e pela variação do Produto Interno Bruto nominal.