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Dólar oscila com alta do petróleo e avanço da dívida pública no Brasil
Moeda americana registra leve valorização frente ao real após avanço do petróleo e divulgação dos dados fiscais pelo Banco Central
31/07/2026 07h08
Por: Redação 24h News MS
Cotação do dólar voltou a subir nesta sexta-feira após a alta do petróleo e a divulgação dos dados da dívida pública brasileira. (Foto: Costfoto/NurPhoto via Getty Images)

O dólar operava em leve alta frente ao real nesta sexta-feira (31), influenciado pela valorização do petróleo no mercado internacional e pela divulgação dos novos dados da dívida pública brasileira pelo Banco Central.

A moeda norte-americana registrava alta de 0,10%, sendo cotada a R$ 5,07. Na sessão anterior, porém, havia encerrado o dia com queda de 0,92%.

O comportamento do câmbio acompanha o movimento observado no mercado internacional. Pela manhã, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, avançava 0,20%.

Na avaliação da corretora Monte Bravo, os mercados tendem a encerrar a semana em tom positivo. Entre os fatores apontados estão o crescimento da economia dos Estados Unidos no segundo trimestre e a desaceleração da inflação medida pelo índice PCE, indicador acompanhado pelo Federal Reserve (Fed).

Apesar disso, o cenário no Oriente Médio voltou a pressionar os mercados. Com a intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã, o petróleo retomou a trajetória de alta.

O barril do tipo Brent subia 1,54%, sendo negociado a US$ 88,22, enquanto o WTI avançava 1,73%, cotado a US$ 85,04.

Outro fator que influenciava os investidores era a valorização dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries), que tendem a atrair recursos para os Estados Unidos e fortalecer o dólar frente a outras moedas.

No Brasil, o Banco Central informou que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingiu R$ 10,8 trilhões em junho, equivalente a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o maior percentual registrado nos últimos cinco anos. Em maio, o indicador estava em 81,1% do PIB.

O mercado também acompanhava a chamada "guerra da Ptax", movimento comum no último dia útil do mês, quando empresas e investidores realizam operações para influenciar a cotação média do dólar utilizada como referência em contratos cambiais.

No exterior, as bolsas asiáticas encerraram o pregão majoritariamente em alta. Na Europa, os principais índices também avançavam, impulsionados pela divulgação dos balanços corporativos.