Política CLIMA ELEITORAL
Simone Tebet chama Flávio Bolsonaro de “golpista” durante convenção do PT
Declaração ocorreu no evento que oficializou a candidatura de Lula à reeleição em São Paulo.
02/08/2026 07h14
Por: Redação 24h News MS
Simone Tebet durante discurso na convenção nacional do PT, em São Paulo. (Foto: Reprodução/YouTube)

Durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada neste domingo (02/08), em São Paulo, a ex-ministra e candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), fez duras críticas ao candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro.

Em seu discurso, Tebet afirmou que Flávio Bolsonaro é "golpista" como o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Não tem dois democratas disputando a eleição. O lado de lá é extrema direita. É aquele que quer tirar e eliminar direitos já conquistados. Que acha que lugar de mulher é só dentro de casa, que discute até o direito do voto feminino. Tal pai, tal filho. Golpista, sempre golpista. E a população brasileira está começando a perceber isso", declarou.

A ex-ministra também afirmou que a presença dos apoiadores no evento ocorreu de forma espontânea.

"Ninguém pagou para estar aqui hoje. As pessoas estão aqui porque amam o Lula", disse.

CONVENÇÃO

O evento oficializou a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição. Aos 80 anos, Lula disputará um quarto mandato na Presidência da República, tendo Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente.

A homologação da chapa foi anunciada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva.

O ato teve perfil voltado à militância e antecede o lançamento oficial da campanha, marcado para o dia 16 de agosto, no Estádio Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP).

Além do PSB, a candidatura de Lula conta com o apoio de PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede.

No sábado (01/08), Flávio Bolsonaro participou da convenção que confirmou a candidatura à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na ocasião, o senador criticou o governo federal e afirmou que o país "não aguenta mais quatro anos de PT".