A senadora Tereza Cristina (PP-MS) falou pela primeira vez, no sábado (01/08), sobre o convite para integrar a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) como candidata a vice-presidente. Durante a convenção da aliança governista, realizada em Campo Grande, ela confirmou que aceitou o convite, mas explicou que a decisão dependia da aprovação do Progressistas e da federação formada com o União Brasil.
"Eu recebi o convite do Flávio Bolsonaro e disse a ele que aceitaria, mas que não era uma decisão individual. O partido e a federação, não só o PP, mas também o União Brasil, precisavam chancelar essa candidatura", afirmou.
A possibilidade de integrar a chapa foi inviabilizada após a direção nacional do Progressistas decidir manter neutralidade na disputa presidencial. Sem o aval da legenda e sem convenção nacional para aprovar uma coligação, a candidatura não avançou.
Segundo a senadora, a decisão foi tomada após consultas aos diretórios estaduais e será respeitada.
"Conversamos muito e o meu partido, o Progressistas, achou que devia manter a neutralidade. Consultou vários presidentes", declarou.
Apesar de não integrar oficialmente a chapa presidencial, Tereza Cristina afirmou que continuará apoiando Flávio Bolsonaro durante a campanha.
"Quero dizer que vou estar na campanha do Flávio Bolsonaro, de uma maneira ou de outra, ajudando, porque acredito que esse é o campo que pode colocar o Brasil no rumo de que precisamos", disse.
A senadora também destacou que a aliança construída em Mato Grosso do Sul demonstra a união entre partidos de centro e de direita em torno da reeleição do governador Eduardo Riedel.
"Essa coligação aqui de Mato Grosso do Sul mostra isso, para pensar no Estado e pensar no que queremos para o nosso País", afirmou.
Também durante a convenção, o governador Eduardo Riedel (PP) criticou a decisão nacional do Progressistas de permanecer neutro na disputa presidencial e defendeu que o partido continue negociando a participação de Tereza Cristina na chapa.
"Eu, pessoalmente, quero registrar uma coisa. Sou do PP e condeno fortemente a decisão tomada pelo partido inicialmente", afirmou.
Riedel elogiou a trajetória da senadora e destacou sua capacidade de contribuir com o país.
"A senadora Tereza talvez seja uma das pessoas públicas do Brasil que mais podem contribuir com o nosso futuro, pela história, pela atuação, pela capacidade de reunir pensamento e ação em prol de mudanças estruturantes", declarou.
O governador afirmou ainda que continuará defendendo a possibilidade de o Progressistas rever a posição adotada.
"A gente tem que lutar até o fim para que o nosso partido, em âmbito nacional, tenha essa possibilidade de se unir, coligar e levar o nome da senadora Tereza à vice-presidência do Brasil", concluiu.