Brasil NOVA INVESTIGAÇÃO
Flávio Dino autoriza PF a abrir 3ª investigação contra Lulinha por tráfico de influência
Ministro do STF autorizou a abertura de um novo inquérito para apurar suspeitas envolvendo o empresário Fábio Luis Lula da Silva.
04/08/2026 09h48
Por: Redação 24h News MS
Ministro Flávio Dino autorizou a abertura do terceiro inquérito da Polícia Federal para investigar Lulinha. (Foto: Arte/Metrópoles)

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a instaurar o terceiro inquérito para investigar o empresário Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por suspeitas de tráfico de influência.

Os dois pedidos anteriores foram distribuídos ao ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O terceiro pedido foi encaminhado a Flávio Dino por sorteio.

Na semana passada, André Mendonça autorizou a abertura do primeiro inquérito para apurar a suposta atuação de Lulinha em negociações relacionadas à autorização para comercialização de cannabis medicinal em contrato ligado ao Ministério da Saúde.

O segundo inquérito investiga a relação do empresário com um empresário do setor de tecnologia suspeito de buscar contratos junto à Dataprev.

No terceiro pedido, a Polícia Federal sustenta que Lulinha teria utilizado o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para favorecer empresas parceiras em negociações envolvendo a empresa 3Structure IT, que atua no setor de tecnologia.

Segundo a investigação, a empresa mantém contratos que somam R$ 55,7 milhões com o governo federal. Um dos contratos foi firmado em novembro de 2022 com o Centro Integrado de Telemática do Exército para fornecimento de soluções de tecnologia da informação, recebendo posteriormente um aditivo contratual.

As investigações ainda estão em fase inicial e têm o objetivo de apurar os fatos apresentados pela Polícia Federal. Até o momento, não há decisão judicial sobre eventual responsabilidade dos investigados.