Brasil GREVE CONTINUA
Greve: Prefeitura de SP mantém rodízio de veículos suspenso na quarta
Suspensão ocorre devido à continuidade da greve da CPTM. Paralisação seguirá, pelo menos, até as 17h desta quarta-feira (05/08).
04/08/2026 15h22
Por: Redação 24h News MS
Greve da CPTM mantém rodízio de veículos suspenso em São Paulo nesta quarta-feira. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Prefeitura de São Paulo informou nesta terça-feira (04/08) que manterá suspenso o rodízio municipal de veículos nesta quarta-feira (05/08), em razão da continuidade da greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A suspensão vale para os dois períodos de restrição, das 7h às 10h e das 17h às 20h, incluindo veículos com placas finais 5 e 6.

Apesar da liberação para automóveis, continuam em vigor o rodízio de caminhões, a Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões e a Zona de Máxima Restrição aos Fretados. As faixas exclusivas de ônibus também permanecerão restritas ao transporte coletivo.

A administração municipal informou ainda que consultas e exames prejudicados pela paralisação serão remarcados pelas unidades de saúde, que entrarão em contato com os pacientes.

A greve dos ferroviários continuará pelo menos até as 17h desta quarta-feira (05/08), quando uma nova assembleia decidirá sobre a continuidade do movimento. O sindicato afirma que a principal reivindicação é uma garantia formal do governo paulista de preservação dos empregos dos funcionários da CPTM.

Durante a paralisação, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM operam com restrições ou permanecem sem funcionamento em determinados trechos, provocando superlotação em linhas do Metrô, principalmente na zona leste da capital.

A CPTM informou que acionou seu plano de contingência e acusou o sindicato de não cumprir a determinação judicial que exige funcionamento mínimo de 80% nos horários de pico e 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, a multa diária prevista é de R$ 400 mil.

Entre as reivindicações da categoria estão a reestatização das linhas concedidas à iniciativa privada, a garantia dos empregos dos ferroviários e a aprovação de projeto de lei que prevê a absorção dos funcionários da estatal por órgãos da administração pública estadual.