A Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) abriu uma investigação disciplinar contra policiais envolvidos em um vídeo de Carlinhos Maia no qual uma viatura da corporação aparece durante uma gravação de divulgação do reality show Rancho do Maia. O procedimento vai apurar as circunstâncias do possível uso indevido do veículo oficial e a conduta dos agentes.
Segundo a PM-AL, os policiais responsáveis pela viatura foram recolhidos administrativamente enquanto o caso é analisado.
O vídeo foi compartilhado nas redes sociais no sábado (08/08) e mostra uma participante do Rancho do Maia dentro de uma viatura da Polícia Militar.
Após a repercussão, Carlinhos Maia se pronunciou e afirmou que a situação aconteceu de maneira espontânea durante uma gravação.
O influenciador disse que uma viatura fazia rondas pela região quando um dos policiais afirmou gostar do trabalho realizado por ele. Na sequência, Carlinhos contou que pediu para colocar uma participante dentro do veículo.
Ele classificou o pedido como “burrice” e “ingenuidade”.
Carlinhos Maia afirmou ainda que nem ele nem a produção do reality procuraram previamente a Polícia Militar ou os agentes para solicitar o uso da viatura.
Segundo o influenciador, os policiais não receberam qualquer pagamento pela participação.
Ele também declarou que o homem que aparece no início do vídeo não seria policial, mas integrante da equipe do reality show.
Carlinhos afirmou que os agentes teriam permitido a utilização do veículo por gostarem de seu trabalho e disse considerar injusto que eles fossem prejudicados pela situação.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (10/08), a Polícia Militar de Alagoas informou que abriu procedimento administrativo para investigar as circunstâncias do possível uso indevido da viatura e a conduta individual dos policiais envolvidos.
A corporação informou que os agentes foram recolhidos administrativamente e poderão sofrer sanções caso sejam constatadas irregularidades ao fim da apuração.
A PM-AL afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta e que seus integrantes estão submetidos a normas e regulamentos que estabelecem princípios de legalidade, respeito e conduta profissional.
Até a conclusão da investigação, não há definição sobre eventual punição aos policiais.