Brasil ESTUDO NA CADEIA
Homem que matou gari em BH teve autorização para cursar faculdade EAD
O Presídio de Caeté terá que garantir que a internet seja utilizada apenas para os estudos. O crime completará 1 ano nesta terça-feira (11/08).
10/08/2026 13h27
Por: Redação 24h News MS
Renê da Silva Nogueira Júnior está preso pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, morto a tiros durante uma discussão de trânsito em Belo Horizonte. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Renê da Silva Nogueira Júnior, de 48 anos, preso pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, foi autorizado a cursar uma faculdade de Gestão Financeira na modalidade de Ensino a Distância (EAD). A decisão permite que o acusado estude enquanto permanece preso no Presídio de Caeté, em Minas Gerais.

O crime que levou à prisão de Renê completa 1 ano nesta terça-feira (11/08).

INTERNET TERÁ ACESSO CONTROLADO

A autorização estabelece que o Presídio de Caeté deverá garantir que a internet disponibilizada ao detento seja utilizada exclusivamente para atividades relacionadas ao curso.

O acesso deverá ser submetido a supervisão rigorosa. Caso a determinação seja descumprida, a autorização para estudar poderá ser suspensa e o episódio poderá resultar em falta disciplinar.

A medida permite que Renê acompanhe as atividades acadêmicas sem deixar a unidade prisional.

DEFESA FALA EM REINSERÇÃO

Os advogados de Renê afirmaram que a continuidade dos estudos representa uma oportunidade de capacitação profissional e contribui para a reinserção social.

Segundo a defesa, a atividade acadêmica não interfere no andamento do processo nem impede a aplicação das medidas determinadas pela Justiça.

Os advogados também argumentam que o acusado tem o direito de continuar sua formação enquanto aguarda o desfecho do processo.

CRIME COMPLETA 1 ANO

Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, foi morto a tiros enquanto trabalhava como gari, em 11 de agosto de 2025, no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte.

Segundo as informações do caso, o conflito começou após uma discussão relacionada à passagem de um carro por uma via onde estava o caminhão de coleta de lixo.

Renê teria discutido com a motorista do caminhão e, segundo a acusação, descido do veículo armado. Durante o episódio, ele teria efetuado disparos e atingido Laudemir na região da costela.

O gari foi socorrido e levado para atendimento médico, mas morreu em decorrência de uma hemorragia interna provocada pelo disparo.

Renê foi localizado e preso horas depois, em uma academia no bairro Estoril, em uma ação envolvendo as polícias Civil e Militar.

TROCA NA DEFESA

Na sexta-feira (07/08), foi comunicada a saída do advogado Bruno Rodrigues da defesa de Renê.

O acusado passou a ser representado por uma nova equipe de advogados, que também atua na defesa de Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, acusada de envolvimento na morte de um casal de idosos em Belo Horizonte.

VIÚVA DO GARI DISPUTA ELEIÇÃO

Um ano após a morte de Laudemir, a viúva dele, Liliane França da Silva, também passou a atuar na política.

Filiada ao PDT, ela teve a candidatura oficializada para disputar uma vaga de deputada federal por Minas Gerais nas eleições de 2026. Na urna, adotará o nome “Lili do Gari”.