Três Lagoas DEMISSÕES EM MASSA
Casas Bahia fecha quase 300 lojas e prepara corte de milhares de trabalhadores
Reestruturação atinge unidades em diferentes regiões do país e amplia movimento de redução de custos da varejista
15/08/2026 07h07
Por: Redação 24h News MS
Casas Bahia fecha 298 lojas e inicia nova etapa de redução de custos e funcionários em meio à reestruturação. (Foto: Divulgação)

O Grupo Casas Bahia iniciou uma nova etapa de reestruturação e decidiu fechar 298 lojas em diferentes regiões do país, movimento que representa quase 30% da rede física que estava em funcionamento. A medida é acompanhada por uma forte redução no quadro de funcionários e faz parte da estratégia da empresa para diminuir custos e reorganizar a operação.

DEMISSÕES PODEM CHEGAR A 3 MIL

Os desligamentos começaram na quinta-feira (13/08), quando cerca de 600 funcionários foram demitidos. Outros 1,3 mil a 1,4 mil desligamentos estavam previstos para sexta-feira (14/08), elevando o número para aproximadamente 1,9 mil trabalhadores. Considerando outras áreas e etapas da reorganização, o corte total pode chegar a 3 mil empregados.

O fechamento das unidades também surpreendeu trabalhadores em diferentes cidades. Há relatos de funcionários que chegaram para iniciar o expediente e encontraram as lojas fechadas.

REDE JÁ VINHA SENDO REDUZIDA

A Casas Bahia já havia encerrado 26 pontos de venda nos 12 meses encerrados em março, sendo 12 unidades da própria marca e 14 do Pontofrio. A nova rodada de fechamentos, porém, ocorre em escala muito maior.

A empresa enfrenta um cenário de pressão sobre as vendas, despesas financeiras elevadas e resultados negativos. No primeiro trimestre de 2026, o prejuízo chegou a quase R$ 1,1 bilhão, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.

EMPRESA TENTA FORTALECER OPERAÇÃO DIGITAL

Enquanto reduz a quantidade de lojas físicas, o grupo busca ampliar a participação das vendas digitais. No primeiro trimestre, as vendas pela internet de produtos próprios cresceram 26%, enquanto as vendas nas lojas físicas recuaram 1,8%.

O grupo também vem buscando melhorar o fluxo de caixa, com negociações de prazos maiores para pagamentos a fornecedores e mudanças nos repasses a lojistas que utilizam o marketplace.

REESTRUTURAÇÃO FINANCEIRA

A situação financeira da companhia já havia levado o grupo a entrar em recuperação extrajudicial em 2024, envolvendo cerca de R$ 4 bilhões em obrigações. O processo foi posteriormente reorganizado por meio de negociações com instituições financeiras.

A empresa também alterou o calendário de divulgação dos resultados do segundo trimestre. O balanço, inicialmente previsto para quarta-feira (12/08), foi transferido para sexta-feira (14/08), enquanto a teleconferência com analistas está prevista para segunda-feira (17/08)