O Partido Missão em Mato Grosso do Sul reagiu à decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a campanha de Renan Santos à Presidência da República nesta segunda-feira (31/08). A legenda classificou a medida como “censura” e passou a contestá-la publicamente nas redes sociais.
Recém-formalizado pelo TSE, o partido alterou a comunicação em seu perfil no Instagram e publicou uma imagem do candidato com os olhos cobertos por uma tarja com a palavra “censura”.
O diretório de Mato Grosso do Sul também comunicou aos filiados sobre uma entrevista coletiva de Renan Santos, marcada para as 16h desta segunda-feira, no comitê de campanha do candidato, em São Paulo.
O presidente estadual do Partido Missão, Lucas Santos, reproduziu uma declaração de Renan nas redes sociais.
“Toffoli quer proteger os amiguinhos, mas nós derrotaremos o Lula e depois os amiguinhos de Vorcaro”, diz a publicação.
Em outra manifestação, desta vez no X, Lucas criticou diretamente a decisão.
“Que decisão descabida, mal elaborada e rasa. Toffoli, envolvido até o pescoço no caso de Vorcaro, quer ganhar com seus amiguinhos do sistema aplausos ao atrapalhar a única candidatura que enfrenta esses bandidos”, escreveu.
As declarações são manifestações políticas dos integrantes da legenda e refletem o posicionamento deles sobre a decisão judicial.
Segundo informações atribuídas pela reportagem original à BBC Brasil, a decisão teria sido motivada por irregularidades cometidas pela campanha nas redes sociais, situação considerada pelo ministro uma “violação frontal” às regras eleitorais.
A determinação suspendeu o uso de redes sociais, plataformas digitais, aplicativos, sites e blogs pela campanha. A decisão também impede a participação de Renan Santos em debates no rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação.
A medida ainda alcança o uso do fundo eleitoral. O Partido Missão, no entanto, não possui acesso a esses recursos por não ter elegido deputados federais.