A Eldorado Brasil colocou números na pegada de carbono de sua operação em Três Lagoas. Em 2025, a unidade instalada no município declarou 259,7 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e) em emissões diretas, além de 819 toneladas relacionadas à energia adquirida e 12,3 mil toneladas de outras emissões indiretas. O inventário da companhia passou por verificação independente e integra uma estratégia de monitoramento e redução do impacto climático da atividade industrial.
Os dados fazem parte do Registro Público de Emissões, mantido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) por meio do Programa Brasileiro GHG Protocol.
No ciclo referente a 2025, 757 organizações participaram do levantamento, número 12% superior às 670 participantes do período anterior.
Além da Eldorado Brasil, organizações ligadas a Mato Grosso do Sul, como Copasul, Grupo Pereira, Senai Empresa e Sistema Fiems, também divulgaram seus inventários.
No inventário consolidado da Eldorado Brasil Celulose, considerando diferentes operações controladas pela companhia, foram declaradas 310 mil toneladas de CO₂ equivalente no escopo 1, 890 toneladas no escopo 2 e 313,9 mil toneladas no escopo 3.
Os números consolidados, entretanto, não representam exclusivamente a operação de Mato Grosso do Sul.
Na divisão apresentada no documento, a unidade Eldorado Brasil, cuja fábrica está localizada em Três Lagoas, respondeu por 259,7 mil toneladas de emissões diretas, 819 toneladas relacionadas à energia adquirida e 12,3 mil toneladas no escopo 3.
Já das 313,9 mil toneladas de emissões indiretas apresentadas no balanço consolidado, 301,6 mil estão relacionadas à EBLOG.
Os inventários dividem as emissões em três grandes grupos. O escopo 1 reúne aquelas produzidas diretamente pela própria organização, como a queima de combustíveis. O escopo 2 considera a energia adquirida para as operações, enquanto o escopo 3 reúne outras emissões indiretas da cadeia, como transporte, distribuição, resíduos e viagens corporativas.
A Eldorado sustenta que suas áreas florestais retiram da atmosfera mais carbono do que o volume emitido por suas operações quando considerado o saldo acumulado.
A estratégia climática da companhia envolve a ampliação da base florestal, substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis e modernização de máquinas e equipamentos.
A empresa também desenvolve iniciativas de reaproveitamento de resíduos, entre elas a utilização de lodo biológico para ampliar a geração de energia renovável e a implantação de uma central destinada a diminuir o volume de materiais enviados para aterros e aumentar a reciclagem.
Na relação entre produção e emissões, a Eldorado registrou intensidade de 0,17 tonelada de CO₂ equivalente por tonelada de celulose produzida, considerando os escopos 1 e 2.
O inventário da Eldorado passou por avaliação externa da DNV.
Como parte do processo de verificação, a unidade de Três Lagoas recebeu uma visita técnica entre os dias 10 e 12 de março de 2026.
Segundo a declaração emitida pela verificadora independente, o inventário referente ao ano de 2025 atende aos requisitos do Programa Brasileiro GHG Protocol.
Entre as cinco organizações de Mato Grosso do Sul analisadas no levantamento apresentado, Eldorado Brasil Celulose e Sistema Fiems tiveram seus inventários submetidos à verificação de terceira parte.
A auditoria representa uma camada adicional de controle sobre a coleta, o cálculo e a apresentação das informações ambientais.
A divulgação dos inventários acompanha um movimento crescente de empresas que passaram a medir e publicar as próprias emissões de gases de efeito estufa.
No ciclo de 2025, as 757 organizações participantes declararam conjuntamente 213 milhões de toneladas de CO₂ equivalente em emissões diretas, 8,1 milhões relacionadas à energia adquirida e 1,18 bilhão de toneladas provenientes de outras fontes indiretas.
Os dados das empresas não devem ser utilizados para formar um ranking direto de maiores ou menores emissoras, já que as organizações atuam em atividades, territórios e escalas diferentes e podem considerar categorias distintas em seus inventários.
Em Três Lagoas, um dos maiores polos mundiais da indústria de celulose, a divulgação da Eldorado coloca a medição do carbono dentro de uma discussão cada vez mais presente no setor, produzir em grande escala, mensurar os impactos ambientais e buscar alternativas para reduzir as emissões ao longo da operação.