Política APOIO DECLARADO
Riedel declara apoio a Flávio Bolsonaro e promete mobilizar aliados até outubro
Governador usou ato de 7 de Setembro em Campo Grande para aproximar sua campanha estadual da disputa presidencial
08/09/2026 07h41
Por: Redação 24h News MS
Eduardo Riedel declara apoio a Flávio Bolsonaro em ato de 7 de Setembro e promete mobilizar aliados em Mato Grosso do Sul. (Foto: Reprodução)

O ato de 7 de Setembro realizado na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, transformou-se em uma demonstração pública da aliança entre o governador Eduardo Riedel (PP) e o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.

Diante de apoiadores da direita, Riedel afirmou que atuará diretamente para ajudar na eleição do senador ao Palácio do Planalto.

Candidato à reeleição em Mato Grosso do Sul, o governador participou da manifestação ao lado de lideranças como o ex-governador Reinaldo Azambuja e os candidatos ao Senado Renan Contar e o próprio Azambuja. A senadora Tereza Cristina também discursou.

Ao falar sobre a contribuição de Mato Grosso do Sul para o projeto nacional defendido pelo grupo, Riedel citou políticas adotadas por sua administração e prometeu mobilizar apoiadores até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

“Primeiro, trabalhando pela eleição dele. Até 4 de outubro, mobilizando pessoas pela eleição do Flávio. Depois disso, participando diretamente de um projeto de País”, declarou.

O posicionamento aproxima formalmente a campanha estadual da disputa presidencial. Além do apoio a Flávio Bolsonaro, Riedel defendeu a eleição de candidatos de centro-direita para a Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado.

RIEDEL CRITICA FALTA DE PLANEJAMENTO NACIONAL

Em seu pronunciamento, Riedel contrapôs o modelo administrativo de Mato Grosso do Sul à condução das políticas públicas federais.

Segundo o governador, o país carece de uma agenda estruturada de desenvolvimento e enfrenta decisões tomadas com pouca antecedência.

Riedel afirmou que medidas formuladas “de afogadilho” e influenciadas pelo calendário eleitoral aumentam, em sua avaliação, a insegurança institucional.

O governador também relacionou previsibilidade jurídica à capacidade de atrair investimentos privados e afirmou que Mato Grosso do Sul tem recebido capital estrangeiro por transmitir credibilidade, respeitar contratos e oferecer condições mais estáveis aos investidores.

AZAMBUJA PEDE VOTO CASADO À DIREITA

Candidato ao Senado pelo PL, Reinaldo Azambuja apresentou o grupo político como uma frente unificada.

Durante o discurso, pediu votos para a reeleição de Riedel, para candidatos de direita ao Legislativo e para Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

Azambuja afirmou que a eleição presidencial seria decisiva para “libertar o Brasil” do que classificou como uma ditadura. A afirmação foi feita em tom político durante a manifestação.

Também candidato ao Senado pelo PL, Renan Contar adotou discurso de confronto com o governo federal e alertou para a possibilidade de novas indicações ao Supremo Tribunal Federal em um eventual novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.

Contar também associou o cenário nacional à corrupção, endividamento e insegurança econômica. As acusações foram apresentadas em discurso político durante o ato.

STF DOMINA PARTE DOS DISCURSOS

As críticas ao Supremo Tribunal Federal também tiveram espaço central na manifestação.

Tereza Cristina falou sobre a futura composição do Senado e afirmou que o Brasil enfrenta uma crise institucional.

A senadora cobrou do presidente do STF, Edson Fachin, a divulgação de denúncias, mas não detalhou a quais episódios se referia.

Ela também declarou apoio ao ministro André Mendonça e criticou uma possível mudança de relatoria envolvendo o magistrado.

Entre os manifestantes, faixas e cartazes tinham como alvo o ministro Alexandre de Moraes. A frase “Fora, Moraes!” apareceu durante o bandeiraço realizado em frente ao trio elétrico.

ATO EM CAMPO GRANDE

A manifestação começou por volta das 16h, em frente ao Bioparque Pantanal, nos altos da Avenida Afonso Pena.

A concentração de pessoas e veículos provocou lentidão pontual no trânsito da região.

Sem estimativa oficial de público, o ato funcionou principalmente como demonstração eleitoral da aliança de direita em Mato Grosso do Sul.

O apoio declarado de Riedel a Flávio Bolsonaro colocou a disputa presidencial no centro da campanha estadual e indicou que o grupo pretende atuar de forma integrada até a votação de outubro.