Três Lagoas CONTRATO ROMPIDO
Prefeitura rompe contrato do Shopping Popular após atrasos e cobranças de lojistas em Três Lagoas
Nova licitação deverá definir a empresa que concluirá os serviços; comerciantes já relatavam dificuldades para planejar os negócios e deterioração do espaço atual
14/09/2026 07h31
Por: Redação 24h News MS
Prefeitura de Três Lagoas rompe contrato com empresa responsável por serviços no novo Shopping Popular e prepara nova licitação para conclusão da obra. (Foto: Reprodução)

A Prefeitura de Três Lagoas decidiu romper o contrato com a Pro-19 Construções Eireli, responsável por serviços na obra do novo Shopping Popular, e prepara uma nova licitação para concluir o empreendimento. A decisão ocorre em meio à espera dos comerciantes pela mudança e às cobranças por um cronograma de entrega.

O anúncio foi feito pelo prefeito Cassiano Maia ao jornalista Ricardo Ojeda, do Perfil News. As informações divulgadas não detalham quando o novo processo será aberto, quanto será necessário para finalizar os trabalhos ou qual será o prazo de conclusão.

Construído ao lado da Feira Central, o empreendimento foi apresentado como alternativa para melhorar as condições de trabalho dos lojistas. A mudança, porém, continua sem data confirmada.

COMERCIANTES JÁ COBRAVAM RESPOSTAS

Em reportagem publicada pelo Atualiza MS em 24 de agosto, lojistas reclamavam da ausência de informações sobre a transferência. Segundo os relatos, a indefinição prejudicava o planejamento dos negócios e aumentava a insegurança das famílias que dependem das vendas.

As demandas chegaram ao vereador Marco Silva, que visitou o Shopping Popular a pedido dos trabalhadores. O parlamentar relatou a deterioração do prédio atual e questionou a continuidade das cobranças de mensalidades enquanto os comerciantes aguardavam uma estrutura melhor.

Marco Silva informou ter procurado o secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Trânsito, Osmar Dias. Segundo o vereador, a resposta recebida naquele momento era de que não havia data definida para a conclusão.

Além de cobrar transparência sobre os serviços pendentes, o parlamentar propôs avaliar juridicamente a redução ou suspensão temporária das taxas e alguma forma de compensação aos lojistas. Essas possibilidades foram apresentadas como propostas, sem confirmação de adoção pela Prefeitura.

CONVÊNIO FOI PRORROGADO ANTES DO ROMPIMENTO

Poucos dias antes do anúncio da troca de construtora, o empreendimento recebeu um novo aditivo. Publicada em 31 de agosto, a alteração acrescentou R$ 187.865,53 à participação estadual no Convênio nº 059/2022, elevando seu valor para R$ 10.837.719,38.

A vigência do acordo entre a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e o Município foi estendida até 7 de outubro de 2027. Esse prazo se refere ao convênio e não representa, por si só, uma previsão de inauguração. Na ocasião, a administração municipal ainda não divulgava uma data de entrega.

O valor do convênio também não deve ser confundido com o investimento total. Em março de 2024, a Prefeitura informava que o projeto ultrapassava R$ 15 milhões, reunindo recursos estaduais, valores provenientes da Caixa Econômica Federal e contrapartida municipal.

A estrutura anunciada contemplava 4.801,13 metros quadrados, espaço para mais de 100 boxes, estacionamento, calçadas e áreas de circulação. Naquele período, a administração afirmava que as duas etapas da construção avançavam simultaneamente.

Com a decisão de encerrar o contrato, a conclusão passa a depender da nova contratação. Para os comerciantes, permanecem as questões que motivaram as cobranças: quais serviços faltam, quando serão executados e em que momento os novos boxes poderão ser ocupados.