Política ENERGIA LIMPA
Riedel mantém meta de MS carbono neutro até 2030 e propõe ampliar energia limpa
Plano para eventual segundo mandato inclui biometano, hidrogênio de baixo carbono, baterias e expansão da infraestrutura elétrica
16/09/2026 12h51
Por: Redação 24h News MS
Eduardo Riedel propõe ampliar energia renovável, biometano e hidrogênio de baixo carbono e manter a meta de Mato Grosso do Sul carbono neutro até 2030. (Foto: Bruno Rezende)

O governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, propõe ampliar a agenda de transição energética de Mato Grosso do Sul no período de 2027 a 2030, com a manutenção da meta de tornar o Estado carbono neutro até o fim da década.

A proposta está incluída no plano de governo apresentado para a próxima gestão e prevê investimentos e ações em energias renováveis, biometano, hidrogênio de baixo carbono, combustíveis sustentáveis e armazenamento de energia.

A meta de carbono neutro não é nova. O programa estadual MS Carbono Neutro foi formalizado em 2021, durante a gestão de Reinaldo Azambuja, com o objetivo de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa no território sul-mato-grossense a partir de 2030. A política oficial estabelece eixos que incluem agronegócio, uso da terra e florestas, energia, resíduos e processos industriais.

Na atual gestão, Riedel manteve o compromisso e voltou a apresentar a neutralidade de carbono como uma das metas ambientais do Estado.

ENERGIA E NOVOS COMBUSTÍVEIS

Entre as propostas para o próximo mandato está a ampliação da malha de gasodutos da MS Gás. Segundo o plano, a estrutura deverá ser preparada para receber biometano e contribuir para a redução das emissões no transporte.

O documento também prevê estímulo a cadeias de produção de biometano, hidrogênio de baixo carbono e combustíveis sustentáveis.

Outra frente é a ampliação da geração de energia renovável e de projetos de eficiência energética. O plano cita ainda parcerias para armazenamento de energia produzida por fontes renováveis, incluindo sistemas de baterias conhecidos como BESS.

A proposta relaciona a disponibilidade de energia limpa também à atração de novos investimentos, como projetos de tecnologia e data centers.

O plano de governo prevê ainda a ampliação das redes elétricas trifásicas em assentamentos rurais. A medida, segundo a proposta, busca atender pequenas propriedades e agroindústrias que dependem de uma infraestrutura elétrica mais robusta.

Outra promessa é universalizar o programa Ilumina Pantanal para comunidades ribeirinhas do bioma.

A iniciativa busca levar energia elétrica a localidades de difícil acesso. O programa já faz parte da política energética do Estado e é citado pela atual gestão como uma das ações de infraestrutura voltadas às comunidades do Pantanal.

ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Além da redução das emissões, o plano inclui medidas de adaptação às mudanças climáticas. A proposta é incorporar riscos climáticos ao planejamento de infraestrutura e desenvolvimento do Estado.

O documento também prevê o fortalecimento de políticas relacionadas à segurança hídrica e energética e à preparação das cidades para eventos climáticos.

Na área ambiental, o plano propõe ampliar instrumentos como o pagamento por serviços ambientais, mercados de carbono e projetos de restauração ecológica.

A proposta de Riedel é que Mato Grosso do Sul chegue a 2030 com as emissões de gases de efeito estufa neutralizadas e com mecanismos para comprovar esse resultado.

A estratégia apresentada combina redução de emissões, expansão das fontes renováveis, preservação ambiental e criação de novas atividades econômicas ligadas à economia de baixo carbono. A meta oficial de Mato Grosso do Sul para 2030 permanece registrada nas políticas estaduais relacionadas ao PROCLIMA.

Em declarações anteriores, Riedel afirmou que a meta de carbono neutro também pode funcionar como diferencial para atrair investimentos ao Estado.