Justiça MORAES RELATOR
Moraes é sorteado relator de ação que envolve a esposa, Vorcaro e Lulinha
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, é o relator de mandado de segurança que pede acesso a reuniões realizadas no Senado Federal
21/09/2026 11h01
Por: Redação 24h News MS
Alexandre de Moraes foi sorteado relator de ação que busca registros de acesso ao Senado de pessoas entre as quais estão sua esposa, Viviane Barci, Daniel Vorcaro e Lulinha. (Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator de um mandado de segurança que busca obter registros de entrada e saída de uma série de pessoas nas dependências do Senado Federal. Entre os nomes incluídos no pedido estão a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, o banqueiro Daniel Vorcaro e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A ação foi apresentada pelo vereador e empresário de Curitiba Guilherme Kilter (Novo). Antes de recorrer à Justiça, ele solicitou as informações ao Senado com base na Lei de Acesso à Informação. Segundo o material apresentado no processo, os pedidos foram negados sob a justificativa de que os registros de acesso às dependências da Casa são informações de caráter pessoal. Kilter sustenta que os dados possuem natureza pública e interesse coletivo.

O mandado de segurança foi inicialmente apresentado à Justiça Federal do Paraná. Como a ação questiona ato atribuído ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a Justiça Federal entendeu não ter competência para julgar o caso e determinou seu encaminhamento ao Supremo.

O processo chegou ao STF em 17 de setembro e, no dia seguinte, foi distribuído por sorteio a Alexandre de Moraes. Até esta segunda-feira (21/09), o ministro não havia tomado decisão sobre o pedido.

Além de Viviane Barci, Daniel Vorcaro e Lulinha, a solicitação abrange registros relacionados a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS; Felipe Macedo Gomes; Anderson Cordeiro de Vasconcelos; Américo Monte Junior; e José Ferreira da Silva, o Frei Chico.

A distribuição do processo a Moraes, por si só, não significa que os registros tenham sido liberados nem comprova que as pessoas mencionadas tenham frequentado o Senado. O objeto da ação é justamente obter as informações sobre eventuais entradas e saídas dessas pessoas nas dependências da Casa.