A retomada da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3) já começa a produzir efeitos em diferentes setores de Três Lagoas. O avanço das obras elevou a procura por trabalhadores, imóveis, alimentação, transporte e serviços de apoio, enquanto aproximadamente 1,2 mil profissionais atuam atualmente na construção e montagem da fábrica.
A mobilização representa uma mudança depois de mais de uma década de paralisação. Empresas contratadas abriram frentes nas áreas de construção civil, montagem industrial, elétrica, instrumentação e manutenção.
Uma das primeiras empresas a iniciar as atividades foi a Engeko Engenharia, responsável por serviços que envolvem obras civis, montagem eletromecânica, infraestrutura elétrica, instrumentação e integração de sistemas. A companhia reúne mais de 400 trabalhadores, sendo cerca de 80% moradores de Três Lagoas.
As oportunidades nesta etapa envolvem funções como eletricista, carpinteiro, armador, caldeireiro, encanador industrial, mecânico montador, soldador, pedreiro, pintor industrial, operador de máquinas, topógrafo e ajudantes.
A expectativa é de crescimento do número de trabalhadores à medida que novas empresas e frentes de serviço sejam mobilizadas. A Petrobras estima cerca de 8 mil empregos durante a conclusão da unidade.
O movimento também alcança restaurantes, supermercados, hotéis, imobiliárias, transporte e outros prestadores de serviços. O mercado de locação é um dos setores impactados pela chegada de profissionais de outras regiões.
A Petrobras aprovou a retomada das obras em abril e assinou os contratos em junho de 2026. A companhia estima investimento de cerca de US$ 1 bilhão para concluir a fábrica, com início das operações comerciais previsto para 2029.
Quando concluída, a UFN3 terá capacidade nominal para produzir cerca de 3,6 mil toneladas de ureia e 2,2 mil toneladas de amônia por dia, das quais aproximadamente 180 toneladas de amônia poderão ser comercializadas como excedente.