O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou, nesta sexta-feira (25/09), a ofensiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra as bets e o chamado “jogo do tigrinho”. Flávio classificou a iniciativa como eleitoral e chamou Lula de “pai do tigrinho”.
“Lula tem dois filhos que fizeram muito mal ao Brasil: o Lulinha e o Tigrinho. É mais uma vez uma atitude populista, hipócrita, eleitoreira. Ninguém garante que, depois da eleição, ele libere tudo de novo, porque está jogando tudo nas eleições”, declarou.
A fala ocorreu durante cerimônia de formatura geral do curso de formação de praças da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), em Jardim Sulacap, na zona oeste do Rio.
Questionado sobre o que faria caso fosse eleito, Flávio afirmou que pretende diferenciar as apostas relacionadas a eventos esportivos dos jogos característicos de cassinos online.
“Sempre fui contra os jogos. Uma coisa é você permitir que brasileiros, por livre e espontânea vontade, possam apostar em jogos que são reais, em jogo de futebol. E mesmo assim tem questionamento. O que Lula permitiu foi a legalização do cassino on-line, do ‘jogo do tigrinho’”, afirmou.
A declaração de Flávio ocorre em meio à discussão do governo federal sobre novas restrições ao setor de apostas.
Lula declarou que pretende acabar com as bets, mas integrantes do governo vinham avaliando diferentes alternativas, entre elas uma proibição mais ampla das plataformas ou medidas concentradas nos cassinos online e na publicidade.
As apostas de quota fixa foram autorizadas no Brasil em 2018, durante o governo de Michel Temer. A regulamentação do mercado ocorreu posteriormente, durante o governo Lula.
O tema passou a ocupar espaço na campanha eleitoral, com divergências entre os candidatos sobre a manutenção das apostas esportivas e o funcionamento dos cassinos virtuais.