A senadora Tereza Cristina (PP-MS) indicou a Flávio Bolsonaro (PL), em conversas reservadas, que não pretende retornar ao Ministério da Agricultura caso o candidato seja eleito presidente. Segundo aliados ouvidos pelo Metrópoles, a prioridade da parlamentar é uma possível disputa pela presidência do Senado em 2027.
As articulações sobre uma eventual composição de governo começaram nos bastidores após o primeiro turno da eleição presidencial. Os nomes discutidos, no entanto, dependem do resultado do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Ex-ministra da Agricultura no governo de Jair Bolsonaro, Tereza chegou a ser considerada para ocupar a vice na chapa de Flávio, mas a composição não avançou por falta de acordo com o partido.
TEREZA NÃO QUER VOLTAR À AGRICULTURA
De acordo com a apuração, Tereza sinalizou que não deseja retornar ao ministério que comandou entre 2019 e 2022. Segundo aliados, a avaliação da senadora é de que não seria necessário voltar para uma função da qual considera ter saído bem.
Com isso, aliados de Flávio apontam que a parlamentar poderá participar das discussões sobre a escolha de um eventual ministro das Relações Exteriores. A senadora e o candidato têm conversado sobre abertura de mercados externos para produtos do agronegócio brasileiro.
O nome da própria Tereza também é mencionado nos bastidores para o Itamaraty. Pessoas próximas à senadora, porém, afirmam que a prioridade dela é uma possível candidatura à presidência do Senado em 2027.
AGRICULTURA TEM NOMES COTADOS
Com Tereza fora das articulações para retornar ao Ministério da Agricultura, outros nomes são mencionados para a pasta em um eventual governo de Flávio.
Entre eles estão o deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), e Mauro Mendes, ex-governador de Mato Grosso eleito senador.
Em encontro com integrantes da bancada ruralista, Flávio sinalizou que a FPA poderá participar da indicação do nome para comandar o Ministério da Agricultura.
Ronaldo Caiado também aparece entre os nomes mencionados. Ligado politicamente ao agronegócio, ele também é citado nas discussões para um eventual Ministério da Segurança Pública.
OUTROS NOMES CIRCULAM NOS BASTIDORES
Para o Ministério de Minas e Energia, o economista Adriano Pires é um dos nomes mencionados. Ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ele participa da campanha de Flávio na área energética. Mauro Mendes também é citado como possibilidade para a pasta.
Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, aparece nas discussões para uma área social ou para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Na área econômica, Marcelo Kayath é citado para o Ministério da Fazenda. Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, também aparece entre os nomes discutidos nos bastidores.
DISPUTA PELO COMANDO DO SENADO
As articulações também envolvem os chamados ministérios palacianos. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio, é um dos nomes mencionados, embora também tenha planos de disputar a presidência do Senado em fevereiro de 2027.
Ciro Nogueira (PP) também aparece nas conversas sobre uma eventual composição ministerial. O ex-senador participou das articulações para o apoio formal da federação União Progressista a Flávio no segundo turno.
Todas as discussões ainda estão no campo das articulações políticas e dependem do resultado da eleição presidencial. O segundo turno será realizado em 25 de outubro.