Três Lagoas PRESTAÇÃO DE CONTAS
Três Lagoas arrecada R$ 970,7 milhões e investe acima do mínimo exigido em saúde e educação
Prestação de contas mostra aplicação de 30,35% na saúde e 25,58% na educação; gasto com pessoal chegou a 50,33% da receita corrente líquida.
12/10/2026 07h18
Por: Redação 24h News MS
Prestação de contas mostra arrecadação de R$ 970,7 milhões em Três Lagoas e aplicações acima dos mínimos constitucionais em saúde e educação. (Foto: Reprodução)

Três Lagoas arrecadou R$ 970,7 milhões entre janeiro e agosto de 2026 e aplicou percentuais acima dos mínimos constitucionais em saúde e educação. Os números fazem parte da prestação de contas do segundo quadrimestre apresentada pela Secretaria Municipal de Fazenda.

O valor arrecadado corresponde a 64,16% da previsão atualizada para o ano, que passou de R$ 1,488 bilhão para R$ 1,513 bilhão.

RECEITAS PRÓPRIAS SOMAM R$ 381,1 MILHÕES
Do total arrecadado até agosto, R$ 381,1 milhões correspondem a receitas próprias, incluindo ISSQN, IPTU, Imposto de Renda, ITBI, contribuições previdenciárias e pagamentos da dívida ativa.

O ISSQN apresentou o maior resultado entre os tributos municipais, com R$ 113,4 milhões. O IPTU somou R$ 46,8 milhões, enquanto o ITBI alcançou R$ 17,3 milhões.

As transferências estaduais chegaram a R$ 257,9 milhões, sendo R$ 219,6 milhões provenientes do ICMS.

Já os repasses federais totalizaram R$ 281,6 milhões, com recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Fundeb e Sistema Único de Saúde (SUS), entre outras transferências. O Município também recebeu R$ 50 milhões em operações de crédito.

PREFEITURA JÁ PAGOU R$ 842,7 MILHÕES
Até o encerramento do período analisado, a Prefeitura havia empenhado R$ 1,151 bilhão em despesas. Desse montante, R$ 857,4 milhões foram liquidados e R$ 842,7 milhões efetivamente pagos.

A saúde liderou as despesas municipais, com R$ 322,5 milhões empenhados.

Na aplicação considerada para o cumprimento da Constituição, foram destinados R$ 184,7 milhões às ações e serviços públicos de saúde, equivalentes a 30,35% da receita utilizada no cálculo. O índice é mais que o dobro do mínimo obrigatório de 15%.

Entre os investimentos estão equipamentos médicos, melhorias em unidades de atendimento, a construção da Unidade de Saúde da Família Miguel Nunes e a implantação do Centro de Atenção Psicossocial.

EDUCAÇÃO TAMBÉM FICA ACIMA DO MÍNIMO
Na educação, os empenhos chegaram a R$ 276,8 milhões. A aplicação considerada para o cumprimento constitucional foi de R$ 157,4 milhões, equivalente a 25,58%, acima do mínimo de 25%.

Entre as principais obras estão o Centro de Educação Infantil Portinari e intervenções nas escolas municipais Montanini e Júlio Fernandes Colino.

INFRAESTRUTURA TEM R$ 165 MILHÕES EMPENHADOS
A infraestrutura aparece em seguida, com R$ 165 milhões empenhados. Os recursos atendem projetos de pavimentação, drenagem, iluminação pública e melhorias em equipamentos municipais.

Entre as frentes citadas estão obras em diferentes bairros, piscinões para contenção das águas pluviais, reforma do Balneário Municipal, Parque Natural da Cascalheira, Terminal Rodoviário Urbano, Shopping Popular e climatização da Feira Central.

GASTO COM PESSOAL SE APROXIMA DO LIMITE PRUDENCIAL
As despesas com pessoal alcançaram R$ 594,1 milhões, equivalentes a 50,33% da receita corrente líquida.

O percentual permanece abaixo do limite máximo de 54% estabelecido pela legislação, mas se aproxima do limite prudencial de 51,30%. A diferença é de 0,97 ponto percentual.

ENDIVIDAMENTO SEGUE ABAIXO DO LIMITE
A dívida consolidada do Município foi calculada em R$ 155,5 milhões. Como as deduções e disponibilidades financeiras somaram R$ 163,4 milhões, a dívida consolidada líquida ficou negativa em R$ 7,8 milhões.

O nível de endividamento permanece abaixo do limite estabelecido pela legislação fiscal.