Política CASO LULINHA
PF pede novas diligências em investigação sobre Lulinha, após Roberta acusar suposta “blindagem”
Polícia Federal quer aprofundar apurações envolvendo o filho do presidente Lula; defesa contesta os inquéritos e afirma não haver provas de irregularidades.
20/10/2026 14h19
Por: Redação 24h News MS
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é alvo de investigações que apuram suspeitas de tráfico de influência e corrupção. (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal pediu mais tempo para aprofundar duas investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O caso ganhou nova repercussão nesta terça-feira (20), após a empresária Roberta Luchsinger acusar publicamente a corporação de ter dado tratamento diferente ao filho do presidente durante as apurações.

Os pedidos da PF foram apresentados sob sigilo ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2 de outubro e ainda aguardam decisão judicial. A corporação aponta a existência de diligências pendentes consideradas necessárias para esclarecer os fatos.

ROBERTA ALEGA “BLINDAGEM”
Roberta Luchsinger, que também é investigada, afirmou em entrevista à CNN Brasil que foi alvo de busca e apreensão enquanto, segundo ela, medidas semelhantes não teriam sido adotadas contra Lulinha.

A empresária questionou publicamente a atuação da Polícia Federal e alegou que o filho do presidente estaria sendo protegido. A afirmação de que houve “blindagem”, porém, é uma acusação feita por Roberta e não uma conclusão oficial das investigações.

PF QUER APROFUNDAR APURAÇÕES
Entre as diligências que a Polícia Federal pretende realizar estão verificações sobre viagens feitas por Lulinha, o financiamento desses deslocamentos, movimentações financeiras e relações mantidas com empresas e órgãos públicos.

Um dos inquéritos apura suspeitas relacionadas à possível intermediação de interesses envolvendo um negócio de cannabis medicinal no Ministério da Saúde. Outra frente investiga negociações que teriam beneficiado empresas em contratos com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

As investigações analisam possíveis crimes de tráfico de influência e corrupção. A existência dos inquéritos não significa que as suspeitas estejam comprovadas.

DEFESA CONTESTA INVESTIGAÇÃO
A defesa de Lulinha nega irregularidades e critica a continuidade das apurações. Os advogados sustentam que não existem elementos suficientes contra o empresário e classificam as diligências como uma “pesca probatória”.

Em manifestações anteriores, a defesa também afirmou que Lulinha se colocou à disposição das autoridades e que não há motivo para tratamento diferenciado em razão de ser filho do presidente.

O presidente Lula já declarou publicamente que seu filho deve se defender das acusações e negou interferência ou blindagem nas investigações da Polícia Federal.

CASO SEGUE NO STF
As apurações envolvendo Lulinha surgiram a partir de elementos encontrados em investigações relacionadas ao chamado “Careca do INSS”, Antônio Carlos Camilo Antunes.

Parte dos casos está sob relatoria do ministro André Mendonça, no STF. A Polícia Federal aguarda autorização para prosseguir com diligências consideradas necessárias para esclarecer as suspeitas.