O enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Steve Witkoff, viajará nesta quarta-feira (21) para São Petersburgo, na Rússia, onde deverá apresentar à liderança russa propostas discutidas com a Ucrânia e representantes europeus para tentar avançar nas negociações pelo fim da guerra.
A viagem ocorre após Witkoff participar nesta terça-feira (20), em Oslo, na Noruega, de uma rodada de negociações com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e líderes europeus. O governo russo também sinalizou interesse em receber do enviado norte-americano informações sobre as conversas.
GARANTIAS PARA A UCRÂNIA
Segundo Zelensky, uma das questões centrais discutidas nas negociações envolve diferentes formas de garantias de segurança para a Ucrânia após um eventual encerramento da guerra.
As conversas em Oslo também abordaram questões territoriais, sanções, reconstrução da Ucrânia e a estrutura de segurança da Europa no período pós-guerra.
Participaram das discussões, além de Zelensky e Witkoff, o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, além de representantes europeus. Jared Kushner participou das conversas de forma remota.
WITKOFF SEGUE PARA A RÚSSIA
Após as reuniões na Noruega, Witkoff segue para São Petersburgo nesta quarta-feira (21). A expectativa é de que ele se reúna com o presidente russo, Vladimir Putin, embora o Kremlin tenha tratado o encontro com cautela ao comentar publicamente a agenda.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que uma conversa permitiria que Putin fosse informado sobre as posições discutidas entre norte-americanos, ucranianos e europeus.
A viagem também poderá abrir caminho para novas negociações em nível mais alto entre os países envolvidos.
ACORDO AINDA ENFRENTA DIVERGÊNCIAS
Apesar da retomada das conversas diplomáticas, Rússia e Ucrânia continuam distantes em pontos considerados fundamentais para um eventual acordo.
Entre os temas mais sensíveis estão o futuro dos territórios ucranianos ocupados pela Rússia, as garantias de segurança exigidas por Kiev, possíveis sanções contra Moscou e as condições para um cessar-fogo duradouro.
A guerra começou com a invasão russa em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, e se aproxima de cinco anos sem um acordo definitivo.
NOVA TENTATIVA DIPLOMÁTICA
A reunião em Oslo representa mais uma tentativa dos Estados Unidos de aproximar as posições de Moscou e Kiev.
O primeiro-ministro norueguês afirmou que Witkoff levará à Rússia as propostas discutidas por representantes europeus e norte-americanos e poderá preparar o terreno para futuras conversas entre os líderes.
Até o momento, não há acordo de paz fechado, e os termos completos das propostas discutidas nesta terça-feira não foram divulgados.