O segundo turno das eleições presidenciais foi marcado por ocorrências pontuais em Três Lagoas no domingo (25). Um atraso na abertura de seção, uma eleitora levada à Polícia Federal e um tumulto envolvendo manifestação política exigiram a atuação de agentes de segurança e representantes da Justiça Eleitoral.
SEÇÃO ATRASA CERCA DE UMA HORA
O primeiro episódio ocorreu na seção 44, instalada no Centro de Educação Infantil do bairro Nossa Senhora Aparecida. A presidente da mesa receptora não chegou ao local no horário previsto com a urna eletrônica, provocando atraso de aproximadamente uma hora no início da votação.
Para restabelecer o atendimento, a Justiça Eleitoral providenciou um equipamento reserva. Posteriormente, a presidente da seção compareceu à sede da Polícia Federal para explicar o ocorrido.
Informações preliminares apontaram que ela teria enfrentado um problema com o veículo utilizado no deslocamento. A versão, no entanto, não havia sido confirmada oficialmente. Também não foram divulgadas as medidas que poderiam ser adotadas após o depoimento.
ELEITORA É LEVADA À POLÍCIA FEDERAL
Outra ocorrência foi registrada pela manhã em uma seção instalada na Funlec. Uma eleitora de 34 anos, conhecida nas redes sociais, foi abordada depois que o presidente da mesa identificou que ela estaria com dois aparelhos celulares na cabine de votação.
O ingresso com telefone ou outro equipamento eletrônico na cabine é proibido para preservar o sigilo do voto. Os aparelhos devem permanecer sob responsabilidade dos mesários enquanto o eleitor utiliza a urna.
Segundo as informações iniciais, a abordagem terminou em discussão. Durante o desentendimento, a mulher teria utilizado outro celular para gravar a situação, enquanto negava ter filmado o momento da votação.
A Polícia Militar foi acionada e a eleitora foi levada à sede da Polícia Federal para prestar esclarecimentos. Antes de ser encaminhada, ela contestou a acusação e afirmou que seu aparelho poderia ser verificado.
A mulher usava uma camiseta com referência ao então candidato Lula (PT) à Presidência. Até a última atualização, não havia confirmação de eventual autuação ou de outra medida adotada após o depoimento.
SUPOSTA OFENSA TERMINA EM TUMULTO
No início da tarde, policiais militares e federais foram chamados à Escola Estadual Dom Aquino Corrêa após uma discussão entre eleitores.
Conforme o relato apresentado no local, uma mulher que carregava uma bandeira do PT aguardava o marido concluir a votação quando teria sido ofendida por outro eleitor. Ela acionou a Polícia Militar e posteriormente afirmou que não recebeu dos agentes o atendimento que considerava necessário.
O juiz eleitoral Rodrigo Pedrini compareceu ao colégio, conversou com a mulher e recomendou que ela deixasse o local, uma vez que já havia votado, para evitar o agravamento do conflito.
As circunstâncias do episódio e a suposta ofensa ainda dependem de apuração. Eventuais imagens gravadas no momento poderão auxiliar no esclarecimento do caso.
VOTAÇÃO TRANSCORREU COM NORMALIDADE
Apesar das ocorrências, a avaliação inicial da Justiça Eleitoral foi de que a votação transcorreu dentro da normalidade no município.
Os casos encaminhados às autoridades serão analisados individualmente para verificar se houve crime eleitoral ou outra conduta passível de responsabilização.