Mato Grosso do Sul SAÚDE PÚBLICA
Escorpiões são responsáveis por 3 em cada 4 acidentes com animais peçonhentos em MS
Com mais de 13 mil casos registrados em um ano, escorpiões lideram notificações no estado, com destaque para Campo Grande e Três Lagoas
04/06/2025 22h26
Por: Redação 24h News MS
Escorpião amarelo está entre os mais comuns e perigosos encontrados no MS. (Foto: Ministério da Saúde)

Três em cada quatro acidentes com animais peçonhentos em Mato Grosso do Sul são causados por escorpiões. A informação é da SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da CVSAT (Coordenadoria Estadual de Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica), que apontou um total de 13.227 notificações entre 2023 e 2024 — 75,71% delas envolvendo escorpiões.

Mesmo fora da temporada de calor e chuvas, os números seguem altos. Entre janeiro de 2024 e janeiro de 2025, já foram 6.101 casos registrados, com Campo Grande liderando com 1.888 ocorrências, seguida por Três Lagoas (518), Dourados (261), Brasilândia (183) e Paranaíba (170).

As espécies mais comuns no estado são:

Esses animais costumam se esconder em ambientes escuros, úmidos e com baratas, como ralos, bueiros, caixas de gordura, entulhos e materiais de construção. Também são comuns em áreas rurais, próximos a madeira, folhas secas e pedras.

 

Ações de combate e prevenção

Para reduzir os riscos, o Governo do Estado tem investido em capacitação de equipes de saúde e saneamento, além de estruturar a Rede Integrada de Controle de Escorpiões (Rice), que atua com foco em prevenção, resposta rápida e conscientização.

A Rice inclui:

Somente em maio, 90 técnicos foram capacitados em dois municípios, como forma de antecipar a resposta ao período de maior incidência desses acidentes.

 

O que fazer em caso de picada?

Em caso de acidente com escorpião, a recomendação é buscar imediatamente atendimento médico em unidade de saúde pública. Não use remédios caseiros ou aplique substâncias na picada, pois isso pode agravar a situação.

Além das ações governamentais, a população deve adotar medidas simples de prevenção, como:

Essas atitudes são fundamentais para proteger a saúde, especialmente de crianças e idosos, que são os mais vulneráveis aos efeitos do veneno.