A conta de luz vai pesar mais no bolso a partir desta sexta-feira (4), com aumento médio de 13,94% nas tarifas da Enel, que atende a capital e outras 23 cidades da Grande São Paulo.
O reajuste tarifário anual foi aprovado nesta terça-feira (2) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e já entra em vigor nesta sexta-feira, dia 4 de julho. O aumento afeta consumidores de baixa e alta tensão.
Para residências e pequenos comércios, o aumento médio será de 13,47%. Já para consumidores industriais, ligados em alta tensão, a alta chega a 15,77%.
Segundo a Aneel, os principais motivos para o reajuste são os custos com encargos setoriais, aquisição de energia e variações financeiras do processo anterior. Esses encargos são usados para custear políticas públicas estabelecidas por leis e decretos.
A Enel, distribuidora responsável pelo fornecimento, também destacou que fatores como transmissão de energia e tributos federais e estaduais impactam diretamente o valor final da fatura, mesmo sem interferência direta da empresa.
A estrutura do reajuste é dividida em duas parcelas:
Parcela A: envolve custos não gerenciáveis pela empresa, como encargos e compra de energia, que teve variação de +7,30%;
Parcela B: reúne custos gerenciáveis pela distribuidora, com variação de +1,02%.
Além disso, há os componentes financeiros, que representam valores pagos ou devolvidos ao consumidor nos 12 meses seguintes. Neste ano, houve retirada de créditos anteriores (+7,97%) e inclusão de novos descontos (-2,35%), o que também influenciou no resultado final.