Geral JUSTIÇA FISCAL
Governo de MS regulamenta lei para combater inadimplência e proteger empresas que pagam em dia
Nova legislação define critérios para identificar devedores contumazes do ICMS e garantir concorrência leal
02/07/2025 11h01
Por: Redação 24h News MS
Governo de MS adota novas regras para coibir a sonegação e garantir justiça fiscal entre os contribuintes (Foto: Álvaro Rezende / Secom / Arquivo)

Já está em vigor a Lei nº 6.440/2025, sancionada pelo Governo de Mato Grosso do Sul, que cria critérios objetivos para identificar os chamados devedores contumazes do ICMS. A medida busca fortalecer a justiça fiscal, proteger os bons pagadores e combater a concorrência desleal no mercado estadual.

De autoria do Poder Executivo, a nova legislação foi aprovada pela Assembleia Legislativa e faz parte de um conjunto de ações voltadas para garantir um ambiente econômico equilibrado e transparente, punindo quem utiliza a inadimplência como modelo de negócio.

“Essa medida está ancorada na equidade tributária e na proteção do contribuinte que cumpre com suas obrigações. O bom pagador precisa ter a certeza de que o Estado atua com firmeza contra a sonegação”, afirmou o secretário de Estado de Fazenda, Flávio César Mendes de Oliveira.

Ele reforça que fraudes e inadimplências deliberadas prejudicam a arrecadação, desorganizam o mercado e afetam a oferta de políticas públicas.

“Não se trata de penalizar o inadimplente eventual, mas sim aquele que transforma a sonegação em vantagem competitiva”, complementou.

A nova lei prevê sanções que poderão ser aplicadas individualmente ou em conjunto, conforme a gravidade do caso:

As decisões serão formalizadas por Ato Declaratório, a ser publicado no Diário Oficial do Estado, e caberão ao Secretário de Estado de Fazenda ou ao Superintendente de Administração Tributária, conforme o caso.

A regulamentação acompanha práticas já adotadas em outros estados e pelo Governo Federal, alinhando MS ao movimento nacional de modernização da gestão tributária. Segundo Flávio César, a medida também ajuda a preparar o Estado para a transição do novo modelo tributário nacional, previsto na Reforma Tributária.