Geral INVESTIGAÇÃO
Operação investiga emendas parlamentares e desvio de R$ 15 milhões
CGU e Polícia Federal apuram esquema ligado a eventos de e-sports bancados com dinheiro público
29/07/2025 11h36
Por: Redação 24h News MS
PF investiga fraudes em contratos ligados a eventos de esportes digitais com verbas públicas (Foto - PF/Divulgação)

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta terça-feira (29) a Operação Korban, que investiga o desvio de aproximadamente R$ 15 milhões em recursos públicos. O valor teria sido repassado a uma associação do Distrito Federal, por meio de emendas parlamentares destinadas a eventos de esportes digitais. As ações começaram por volta das 10h30.

Segundo a Polícia Federal, os recursos foram executados por meio de termos de fomento com o Ministério do Esporte, e deveriam financiar os Jogos Estudantis de Esportes Digitais (Jedis) nos anos de 2023 e 2024.

A CGU informou que o objetivo dos Jedis é capacitar estudantes da rede pública por meio de cursos de jogos digitais, e-sports e atividades pedagógicas. Com o desvio, milhares de alunos podem ter sido prejudicados.

“O impacto causado pelo desvio desses recursos pode prejudicar a qualidade da capacitação profissional e digital fornecida nesses eventos”, destacou a CGU.

 

Mandados e bloqueios

A operação cumpre 16 mandados de busca e apreensão nos estados do Acre, Paraná, Goiás e no Distrito Federal, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os alvos, estão empresas e pessoas físicas envolvidas com o esquema.

A Justiça determinou a indisponibilidade de bens no valor de até R$ 25 milhões, incluindo imóveis, veículos e bloqueio de contas bancárias. Além disso, foi suspenso qualquer novo repasse de recursos federais à associação investigada, que também está proibida de transferir valores para empresas subcontratadas envolvidas no suposto esquema.

 

Finalidade dos eventos

A CGU reiterou que os recursos destinados ao Jedis visavam promover desenvolvimento profissional e digital para jovens da rede pública, fortalecendo a educação tecnológica e a inclusão social por meio dos e-sports.

“O prejuízo não é apenas financeiro, mas educacional, pois limita o acesso dos alunos às atividades previstas nos convênios públicos”, informou o órgão.

As investigações continuam em sigilo para garantir o avanço das diligências e o rastreamento de todo o caminho do dinheiro desviado.