Meio Ambiente ALERTA NA COP30
Brasil e ONU discutem alternativas para hospedagem em Belém após alta nos preços de hotéis
Custo elevado preocupa delegações e pode afetar participação de países mais pobres na conferência climática marcada para novembro
01/08/2025 15h25
Por: Redação 24h News MS
COP30 será realizada em Belém e pode reunir mais de 45 mil pessoas de todo o mundo (Foto - Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Diante da alta nos preços de hotéis em Belém (PA), cidade-sede da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), o governo federal, o governo do Pará e a Organização das Nações Unidas (ONU) estão discutindo alternativas para garantir hospedagem adequada aos participantes. A reunião oficial sobre o tema foi marcada para o próximo 11 de agosto, com presença do escritório da ONU para o Clima.

A Secretaria Extraordinária da COP30, vinculada à Casa Civil da Presidência da República, informou que o encontro tratará de acomodação, transporte, segurança, alimentação e outros pontos estruturais essenciais ao evento, que deve reunir cerca de 45 mil pessoas em novembro.

A principal preocupação é que os preços cobrados por hotéis e imóveis particulares — que já chegam a US$ 700 por noiteultrapassem o auxílio oferecido pela ONU, de US$ 149 por dia, e acabem inviabilizando a participação de delegações dos países menos desenvolvidos.

Quartos reservados e planos em andamento

Atualmente, o Brasil já dispõe de 2,5 mil quartos com tarifas fixadas entre US$ 100 e US$ 600, organizados da seguinte forma:

Como alternativa, o governo anunciou o uso de dois navios de cruzeiro como hotéis flutuantes, que somam 3,9 mil cabines e capacidade para até 6 mil leitos, além da construção de três hotéis de alto padrão e parcerias com plataformas como Airbnb e Booking para ampliar a oferta.

Preocupação com impacto diplomático

A preocupação com os altos custos já foi externada por diversas delegações. O Grupo Africano de Negociadores, que se reuniu no último dia 29, manifestou receio de que a exclusão de países pobres possa afetar a representatividade da conferência.

Richard Muyungi, presidente do grupo, foi direto:
“Não estamos prontos para reduzir o número de participantes. O Brasil tem muitas opções para garantir uma boa COP. É por isso que estamos pressionando por soluções e não por restrições.”