Geral AGOSTO LILÁS
Deputado cobra ações firmes contra feminicídio em Mato Grosso do Sul
Professor Rinaldo homenageia vítimas e reforça que luta contra a violência não pode ser tratada com silêncio nem impunidade
05/08/2025 13h02
Por: Redação 24h News MS
Professor Rinaldo é autor da lei que criou o Agosto Lilás no Estado (Foto - Luciana Nassar)

Na manhã desta terça-feira (5), durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), o deputado estadual Professor Rinaldo Modesto (Podemos) fez um duro pronunciamento ao lembrar que 21 mulheres foram assassinadas este ano no Estado, vítimas de feminicídio.

Autor da Lei 4969/2016, que criou a campanha Agosto Lilás, o parlamentar usou a tribuna para homenagear as vítimas e pedir medidas mais firmes e urgentes no combate à violência contra a mulher.

“Não estamos falando de estatísticas, estamos falando de vidas de mães, filhas, avós, amigas, vizinhas. Foram 21 mulheres mortas simplesmente por serem mulheres. Isso não pode mais ser normalizado”, afirmou o deputado, antes de ler em voz alta o nome de todas as vítimas registradas no Estado até o dia 2 de agosto.

Entre elas, casos brutais como o de Michely Rios Midon Orue, assassinada com 18 facadas pelo próprio filho. O parlamentar destacou que a média atual é de três mulheres mortas por mês em Mato Grosso do Sul, o que, segundo ele, exige mais que campanhas simbólicas.

“É preciso agir com firmeza, urgência e coragem. Devemos fortalecer as redes de proteção, ampliar as casas de apoio, garantir patrulhas especializadas, apoio psicológico e trabalhar na prevenção, mas também fazer valer a lei. Quem agride uma mulher não pode ocupar cargo público, não pode seguir impune”, declarou.

Professor Rinaldo também apresentou projetos em tramitação, como a proposta que obriga agressores a pagarem todas as despesas públicas geradas pelo atendimento à vítima, desde o serviço psicológico até a investigação policial. “Quem comete a agressão precisa sentir no bolso, precisa pagar pelo que fez”, completou.

“Essa luta não é de um partido, é de toda a sociedade. Onde morre uma mulher, morre um pedaço da humanidade. Nosso compromisso é com a justiça, com a vida, e com o fim da violência contra a mulher”, finalizou.