O Mato Grosso do Sul marcou presença na XVII Reunião do Fórum Nacional de Governadores, realizada nesta quarta-feira (13) em Belém (PA), reunindo 22 estados no Parque da Cidade — sede futura da COP30 — para alinhar propostas ambientais em carta conjunta de apoio à agenda climática global.
Representando o Estado, o governador em exercício José Carlos Barbosa (Barbosinha) destacou iniciativas como a Lei do Pantanal, o Fundo de Compensação Ambiental e o fortalecimento de brigadas de combate a incêndios. “Mato Grosso do Sul avança com políticas para conciliar desenvolvimento econômico e sustentabilidade, mostrando que somos um estado essencialmente verde, próspero, inclusivo e digital”, afirmou.
A secretária-adjunta de Governo e Gestão Estratégica, Ana Nardes, defendeu a participação ativa dos estados na COP30 para ampliar o impacto das políticas ambientais. Já a superintendente de Gestão de Ativos Ambientais da Semadesc, Ana Trevelin, ressaltou que o meio ambiente “deixou de ser tema secundário e se tornou estratégico para o desenvolvimento sustentável”.
O secretário da Casa Civil, Eduardo Rocha, enfatizou que o Mato Grosso do Sul é pioneiro na criação de um fundo ambiental exclusivo para o Pantanal.
Compromisso coletivo
O governador do Pará e anfitrião do evento, Helder Barbalho, afirmou que a COP30 deve ser “a COP do Brasil”, colocando a floresta no centro da agenda climática e defendendo que não há justiça climática sem justiça social.
A carta conjunta assinada pelos estados consolida o posicionamento brasileiro e reforça a necessidade de ações integradas entre União, estados e municípios para enfrentar a crise climática.
Ações concretas de MS
O Mato Grosso do Sul antecipou para 2030 a meta de neutralidade de carbono prevista no Acordo de Paris para 2050, por meio do Plano Estado Carbono Neutro e do Projeto Roadmap Território Carbono Neutro, já implementado em 42 municípios e em expansão para todo o Estado.
Entre os avanços, destacam-se a matriz energética com 94% de fontes renováveis, a liderança na geração de bioenergia, a redução de 58,6% no desmatamento do Pantanal em 2024 e a execução do Pacto pelo Pantanal, que reúne ações de combate a incêndios, recuperação ambiental, incentivo à produção sustentável e fortalecimento da governança.
“Todas essas ações reafirmam o compromisso do Estado em conciliar desenvolvimento econômico, preservação dos biomas e justiça climática”, finalizou Barbosinha.