O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), apresentou à imprensa na manhã desta sexta-feira (15) a implementação de um novo modelo organizacional para a rede pública de saúde, estruturado para atender às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e garantir que cada município tenha o nível de atendimento adequado à sua demanda e capacidade instalada.
A proposta, chamada de Nova Arquitetura da Saúde, organiza os serviços em uma rede hierarquizada e regionalizada:
Cidades pequenas terão foco na atenção primária, com UBS, vacinação, acompanhamento de doenças crônicas e consultas básicas.
Cidades médias passam a fortalecer a atenção secundária, com especialistas, exames de maior complexidade e urgência/emergência.
Cidades grandes concentram a alta complexidade, como cirurgias especializadas, cuidados intensivos, transplantes e casos de alta gravidade.
A medida atende à Resolução nº 598/CIB/SES, que define parâmetros de resolutividade e complexidade para cada hospital, e busca corrigir distorções históricas que sobrecarregam hospitais de referência com atendimentos simples.
Segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões Corrêa, a reorganização permitirá “melhorar os fluxos, reduzir filas e garantir que cada paciente seja atendido no local certo, no tempo certo, pelo nível de assistência adequado”.
O plano já está em execução, com investimentos de mais de R$ 2,2 bilhões desde 2023 em obras, equipamentos, veículos, capacitação e incentivos aos municípios. Entre os avanços, estão:
Hospital Regional de Três Lagoas já em operação.
Hospital Regional de Dourados, previsto para 2025.
PPP do HRMS (Hospital Regional de MS) em Campo Grande, com quase R$ 1 bilhão em investimentos e ampliação de 362 para 577 leitos.
A diretora-presidente da Fundação Serviços de Saúde de MS, Marielle Alves Corrêa Esgalha, explicou: “Ao reorganizar a rede, estamos garantindo que cada nível de atenção do SUS cumpra plenamente seu papel. Isso evita sobrecarga e assegura que cada cidadão receba o cuidado adequado no lugar certo e no momento certo”.
Reestruturação do PAM
A partir da próxima segunda-feira (18), o PAM (Pronto Atendimento Médico) do HRMS funcionará apenas por meio da regulação, com orientação para que a população procure UPAs ou CRS para atendimentos de urgência de baixa e média complexidade.
Base normativa
A reorganização do HRMS está respaldada por normas como a Portaria GM/MS nº 6.656/2025, que obriga o envio de dados assistenciais via MIRA, além das Portarias nº 1.600/2011 e 3.390/2013, que normatizam a rede hierarquizada e regulada do SUS.