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Três Lagoas vacina 175 animais e realiza mais de 40 exames no Dia D contra a Leishmaniose
Ação da Prefeitura levou conscientização, vacinação e exames à comunidade
25/08/2025 12h43
Por: Redação 24h News MS
Ação no Jardim Maristela aplicou vacinas, fez exames e conscientizou tutores sobre a leishmaniose (Foto - Prefeitura de Três Lagoas)

Na sexta-feira (22), a Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou o Dia D de Prevenção e Combate à Leishmaniose Visceral na USF Jardim Maristela. A mobilização alcançou números expressivos e reforçou a importância da conscientização da comunidade sobre a saúde animal e a prevenção da doença.

Ao todo, foram aplicadas 175 vacinas — sendo 132 em cães e 43 em gatos. Também foram feitas 21 coletas de sangue para exames de diagnóstico da leishmaniose e 25 microchipagens de animais, garantindo mais controle e acompanhamento da saúde dos pets.

A programação incluiu palestras, atividades educativas e orientações sobre posse responsável. A ação contou com a participação dos setores de Promoção da Saúde, Endemias, Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e Entomologia, todos ligados à SMS.

Segundo Alcides Ferreira, coordenador de Endemias, os números mostram o impacto da mobilização. “Em 2025, tivemos apenas um caso confirmado da doença em humanos. Mas olhando os últimos três anos, os bairros com maior índice de casos foram Samambaia, Jardim Maristela, Jardim Flamboyant, Vila Verde, Acácias, Nova Americana e Paranapungá”, destacou.

Moradora de Três Lagoas, Tânia Lopes de Almeida levou o cãozinho Neguinho, de 7 anos, para vacinar. “Sempre trago o Neguinho no Dia D. Desta vez, vim depois que a agente de saúde passou avisando. Acho muito importante, é uma forma de proteger ele e também a gente”, contou.

Durante a semana, a campanha também passou por escolas da Rede Municipal, como a E.M. General Nelson Custódio e a E.M. Marlene de Noronha, além de blitz educativas em todas as USFs.

A leishmaniose visceral humana (LVH) é uma doença grave que pode ser fatal em até 90% dos casos quando não tratada. A transmissão ocorre pela picada do mosquito-palha infectado, que encontra condições ideais para se reproduzir em locais com acúmulo de matéria orgânica.