Saúde SAÚDE DA MULHER
Implante contraceptivo deve ser ofertado por planos de saúde a partir desta segunda-feira
O Implanon passa a ser de cobertura obrigatória para mulheres entre 18 e 49 anos
01/09/2025 12h20
Por: Redação 24h News MS
Planos de saúde passam a oferecer o implante contraceptivo Implanon a partir desta segunda-feira (Foto - Agência Brasil)

A partir desta segunda-feira (1) os planos de saúde devem incluir em sua cobertura de forma obrigatória o implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel, conhecido como Implanon.

A decisão foi publicada em agosto pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e vale para mulheres de 18 a 49 anos como forma de prevenção à gravidez não planejada.

Em julho, o Ministério da Saúde já havia anunciado a oferta do Implanon pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O método é considerado vantajoso por sua longa duração, já que age por até três anos, além da alta eficácia.

O governo federal estima distribuir 1,8 milhão de dispositivos até 2026, sendo 500 mil ainda este ano, com investimento de R$ 245 milhões. Atualmente, o produto custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.

Além de prevenir a gravidez não planejada, o acesso a métodos contraceptivos contribui para a redução da mortalidade materna, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A meta do ministério é reduzir em 25% a mortalidade materna geral e em 50% a mortalidade materna entre mulheres negras até 2027.

O implante subdérmico atua por até três anos sem necessidade de intervenção. Após esse prazo deve ser retirado e, caso haja interesse, um novo dispositivo pode ser inserido imediatamente. A fertilidade retorna de forma rápida após a remoção.

No SUS, entre os métodos de longa duração já ofertados, apenas o DIU de cobre é classificado como Larc, considerado mais eficaz no planejamento reprodutivo por não depender do uso contínuo ou correto como acontece com anticoncepcionais orais ou injetáveis.