Polícia RESISTÊNCIA
Após injúria racial e agredir jovem com deficiência, homem resiste à prisão, tenta tomar a arma de policial da Força Tática e acaba alvejado em Três Lagoas
Homem exaltado resistiu à prisão, desferiu golpes contra policiais, tentou desarmar militar e acabou baleado
07/12/2025 18h04 Atualizada há 5 meses
Por: Redação 24h News MS
Suspeito avançou contra policial da Força Tática, tentou tomar arma e acabou alvejado no bairro São Carlos em Três Lagoas (Foto - Eliton Chaves / 24h News MS)

Na tarde deste domingo (07/12), um homem identificado pelas iniciais A.F.F. de 35 anos, foi alvejado após resistir à prisão, e tentar tomar a arma de um policial militar da Força Tática do 2º BPM, durante o atendimento de uma ocorrência de injúria racial, e agressão a um jovem com deficiência, na Rua Valdeci Vasconcelos, no bairro São Carlos, em Três Lagoas (MS).

Conforme informações da Polícia Militar, por volta de 12h18, a Força Tática foi acionada para atender uma ocorrência de injúria racial, agressão contra um jovem com deficiência, e ameaças feitas pelo suspeito a moradores da região. Ao chegar ao endereço, os policiais visualizaram um indivíduo com as características previamente repassadas.

Ao receber ordem legal de abordagem, o homem não acatou, fugiu para o interior do quintal, fechou o portão, e entrou na residência. Durante a evasão, passou a proferir ameaças, e xingamentos contra os policiais, afirmando: “ Quero ver vocês me pegarem aqui, seus filhos da puta. Não vou parar porcaria nenhuma. Eu estou armado. Não vem que vocês vão tomar.”

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O suspeito apresentava comportamento extremamente exaltado, agressivo, e sinais aparentando estar sob efeito de álcool ou drogas. Ele resistiu fisicamente à abordagem, obrigando a equipe a empregar Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo, como taser, e munições de borracha. Os meios menos letais, porém, não surtiram efeito, devido ao estado alterado do suspeito.

Mesmo após as ordens, ele continuou investindo contra a equipe, impedindo aproximação, e desferindo socos e chutes. Em determinado momento, avançou contra um dos policiais, e conseguiu tocar a arma de fogo do militar, gerando risco imediato.

Diante da injusta agressão, e da impossibilidade de contenção segura, foram efetuados disparos, para cessar a ação. O suspeito foi atingido na região da perna.


Logo após o disparo, a própria equipe realizou o socorro, e levou o homem até o Hospital Auxiliadora, onde permanece internado, sob escolta policial, fora de risco, e sem perigo de morte.

No local da ocorrência, a Polícia Civil, e a Perícia Criminal, realizaram os procedimentos de praxe.

A mulher vítima, que acionou a polícia, relatou que seu filho, um jovem com deficiência, foi agredido pelo suspeito com um pedaço de madeira. Ao tentar intervir, ela também foi ameaçada com um facão, e alvo de insultos racistas, como: “Você não passa aqui, sua macaca, fedida, vagabunda, drogada, preta. Preto tem que morrer.”

Ela ainda afirmou que o suspeito a perseguiu com um facão, e disse: “Se você chamar a polícia, eu arranco a sua cabeça.” O homem também fez gestos, e sons imitando um macaco, em atitude discriminatória, e racista.

O suspeito possui histórico criminal extenso, incluindo passagens por ameaça, lesão corporal, tráfico de drogas, dano, posse de drogas para consumo, violência doméstica, entre outras.

 

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