Mato Grosso do Sul GESTÃO FISCAL
Mato Grosso do Sul supera retração e mantém alto nível de investimento para 2026
Lei Orçamentária Anual sancionada pelo governador Eduardo Riedel prevê R$ 3,44 bilhões em investimentos e preserva equilíbrio fiscal do Estado
16/12/2025 14h50
Por: Redação 24h News MS

Mato Grosso do Sul projeta para 2026 a manutenção de um alto patamar de investimento público, reafirmando o equilíbrio fiscal e a solidez das contas estaduais, mesmo em um cenário de retração de receita.

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, sancionado nesta terça-feira (16) pelo governador Eduardo Riedel, demonstra que o Estado segue em trajetória de crescimento, com previsão de receita total de R$ 27,19 bilhões, ante R$ 26,4 bilhões estimados para o exercício de 2025, representando um avanço de 3%.

Alinhado à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e ao Plano Plurianual (PPA) 2024–2027, o documento observa as normas federais e estaduais que regem o planejamento público. A proposta detalha os orçamentos fiscal e da seguridade social, estabelecendo a receita e a despesa total do Estado.

O texto também define limites de gastos para os diversos Poderes e fundos estaduais, incorpora o Plano de Contratação Anual (PCA) e prevê a possibilidade de abertura de créditos suplementares, assegurando flexibilidade e governança na execução orçamentária.

Mais do que um instrumento técnico, a LOA expressa o compromisso de Mato Grosso do Sul com uma gestão fiscal responsável e de longo prazo, voltada à eficiência do gasto público e à sustentabilidade financeira.

Do total previsto, aproximadamente R$ 3,44 bilhões serão destinados a investimentos diretos em 2026, mantendo Mato Grosso do Sul entre os estados com maior proporção de investimento sobre a receita corrente. O orçamento fiscal representa R$ 18,64 bilhões, enquanto o orçamento da seguridade social soma R$ 8,55 bilhões.

A proposta orçamentária evidencia a capacidade do Estado de manter o nível de investimento público, mesmo diante de um cenário de retração da arrecadação. A queda nas importações de gás natural da Bolívia, que reduziu significativamente o recolhimento do ICMS, e os impactos da quebra de safra impuseram desafios adicionais à receita estadual.

Ainda assim, o Governo do Estado manteve o compromisso com o investimento produtivo e com o atendimento à população, adotando medidas de ajuste fiscal e reduzindo em até 25% o custeio da máquina pública. Essa decisão foi conduzida com responsabilidade e planejamento, garantindo a continuidade dos investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação e segurança pública.

Outro ponto de destaque é a decisão do governador Eduardo Riedel de manter a alíquota modal do ICMS em 17%, a menor do país. Enquanto diversos estados elevaram suas alíquotas para enfrentar a queda de arrecadação, Mato Grosso do Sul optou por preservar a competitividade econômica, proteger o poder de compra da população e evitar repasses inflacionários.

Segundo dados da LOA, mesmo com a alíquota reduzida, a receita líquida tributária estadual está projetada em R$ 22,3 bilhões, demonstrando eficiência na arrecadação e confiança na retomada econômica.

Essa política reflete diretamente no cotidiano do cidadão sul-mato-grossense, com a manutenção de isenção ou redução do ICMS para diversos produtos da cesta básica, cujas alíquotas variam entre 0% e 7%, garantindo preços mais acessíveis e alívio no custo de vida, especialmente para as famílias de menor renda.

O resultado é um orçamento equilibrado e coerente com o cenário econômico, que preserva a capacidade de investimento sem aumento de impostos, mantendo Mato Grosso do Sul como referência nacional em gestão responsável e planejamento estratégico.

Além dos investimentos do Tesouro, o orçamento das sociedades de economia mista, como Sanesul, MSGás e Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul, totaliza R$ 870,6 milhões. A Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) responde por R$ 691,9 milhões desse montante, evidenciando o foco em infraestrutura e qualidade de vida.

Com a Reforma Tributária em fase de transição e regulamentação, o governo estadual adota postura cautelosa na execução orçamentária, preservando margem fiscal para adequação às novas regras do sistema de arrecadação. A LOA de 2026 já incorpora mecanismos de resiliência e ajustes técnicos para preparar o Estado para o novo modelo de tributação sobre o consumo.