Brasil FEMINICÍDIO
Apesar de medida protetiva, mulher é morta na rua por agressor em São Paulo
Crime ocorreu no sábado no bairro da Liberdade e o agressor foi preso no domingo pela Polícia Civil.
05/01/2026 14h01
Por: Redação 24h News MS

A Polícia Civil de São Paulo prendeu José Vilson Ferreira, de 29 anos, na tarde de domingo (4), apontado como autor do feminicídio de Carla Carolina Miranda da Silva. A vítima foi esfaqueada no bairro da Liberdade, região central da capital paulista, na noite de sábado (3).

Capturado no Jabaquara, zona sul da cidade, o homem foi indiciado por feminicídio e descumprimento de medida protetiva de urgência, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.

“Policiais civis do Garra/Dope realizaram diligências, em apoio à 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), e detiveram o autor, que foi encaminhado à unidade policial e permaneceu à disposição da Justiça”, informou a SSP-SP em nota.

O agressor passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (5), conforme confirmou o Tribunal de Justiça de São Paulo. “Trata-se de cumprimento de mandado de prisão. Não foram identificadas irregularidades no cumprimento e ele segue preso”, diz o comunicado.

Imagens de câmeras que circulam nas redes sociais mostram que o crime aconteceu na via pública. É possível ver a vítima caminhando pela calçada quando o homem aparece indo em sua direção. Carla tenta fugir, mas é alcançada e atacada com golpes de faca.

Segundo informações divulgadas pelo Projeto Justiceiras, que atua no acolhimento e orientação técnica para mulheres vítimas de agressão, quase um ano antes do crime a vítima havia denunciado o agressor por violência doméstica e obteve medida protetiva determinando que ele não se aproximasse.

Ainda conforme a organização, Carla foi socorrida e levada ao hospital, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Feminicídios

A capital paulista registrou aumento nos casos de feminicídio em 2025, atingindo o maior número anual desde o início da série histórica, em abril de 2015, mesmo sem a consolidação dos dados de dezembro.

No final de novembro, houve grande repercussão do caso de Tainara Souza Santos, que foi atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê. A vítima teve as pernas severamente mutiladas, chegou a ser socorrida e passou por cirurgias, mas morreu na noite de 24 de dezembro, aos 31 anos, deixando dois filhos.

O agressor, Douglas Alves da Silva, foi preso no dia seguinte após investigações da Polícia Civil. O delegado responsável pelo caso classificou a ocorrência como tentativa de feminicídio, destacando a impossibilidade de defesa da vítima e a extrema violência empregada.