Brasil CASO RUY FERRAZ
Detidos por morte de ex-delegado tinham sido presos por ele em 2005
Trio é apontado como assaltante de bancos com ligação ao PCC, segundo a polícia paulista
13/01/2026 18h59 Atualizada há 3 meses
Por: Redação 24h News MS

As 3 pessoas presas na manhã desta terça-feira (13) por suspeita de envolvimento no assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes haviam sido detidas por ele em 2005, quando integravam quadrilha especializada em assaltos a bancos. A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, durante entrevista coletiva.

As prisões ocorreram em Santos e Jundiaí. Segundo o secretário, outras hipóteses ainda não foram descartadas, mas a polícia trabalha com a convicção de que o crime está ligado à atuação de Ruy Ferraz contra o crime organizado. O trio detido teria ligação com a facção Primeiro Comando da Capital.

“Todos eles tiveram contato direto com o Ruy, que os prendeu. E ficou essa mágoa. Foi uma resposta ao Ruy”, afirmou Gonçalves, acrescentando que a polícia estima alto grau de certeza sobre essa motivação.

A investigação também avalia a possibilidade de relação do crime com a atuação de Ruy Ferraz na prefeitura de Praia Grande, onde ele exercia o cargo de secretário de administração. O ex-delegado foi morto em 15 de setembro, após sair da sede da prefeitura e ser perseguido por um veículo ocupado por homens fortemente armados. Durante a fuga, o carro de Ruy colidiu com um ônibus e, em seguida, ele foi executado com disparos de fuzil. A ação foi registrada por câmeras de vigilância.

Delegado por mais de 40 anos, Ruy Ferraz foi responsável pela prisão de diversas lideranças do PCC nos anos 2000, conforme informações da polícia.

PRESOS
Os 3 homens presos são Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul ou Careca, Márcio Serapião de Oliveira, o Velhote, e Manuel Alberto Ribeiro Teixeira, apelidado de Manezinho. De acordo com a investigação, eles teriam participado do planejamento, organização e logística do assassinato.

Segundo a polícia, o planejamento do crime começou em março de 2025 e o monitoramento da vítima teve início em junho do mesmo ano. Fernando Alberto, o Azul, é apontado como líder do PCC na Baixada Santista e teria coordenado as ações, embora a polícia ainda investigue a existência de um possível mandante.

“O apontamento de um mandante exige extrema responsabilidade. Precisamos seguir as provas técnicas”, afirmou o diretor do Deic, Ronaldo Sayeg.

Na operação desta terça-feira, foram apreendidos celulares, computadores, cadernos e outros materiais. Ao todo, nas 2 fases da investigação, 13 pessoas foram presas, 5 liberadas com tornozeleira eletrônica e ainda há 2 foragidas.