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Alta do diesel reacende debate sobre estrutura do mercado de abastecimento no Brasil

Preço do diesel nas refinarias sobe R$ 0,38 por litro a partir deste sábado (14/03)

Por: Redação 24h News MS
13/03/2026 às 17h27
Alta do diesel reacende debate sobre estrutura do mercado de abastecimento no Brasil
Reajuste do diesel anunciado pela Petrobras reacende debate sobre estrutura do mercado de combustíveis no Brasil (Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou que o reajuste do diesel anunciado pela Petrobras evidencia limitações estruturais no mercado de abastecimento de combustíveis no Brasil.

REAJUSTE DO DIESEL

Nesta sexta-feira (13/03), a Petrobras anunciou aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel vendido às distribuidoras.

Com o reajuste, o preço médio do diesel A nas refinarias passará para R$ 3,65 por litro. Já a participação da Petrobras no preço final do diesel B, vendido nos postos após a mistura obrigatória com biocombustíveis, será em média de R$ 3,10.

O diesel A é comercializado nas refinarias antes da mistura com biocombustíveis, enquanto o diesel B corresponde ao combustível que chega ao consumidor final nos postos.

CRÍTICAS AO MERCADO

Em nota, a Federação Única dos Petroleiros afirmou que o reajuste revela fragilidades na estrutura de abastecimento do país.

Segundo a entidade, a venda de refinarias e a privatização da BR Distribuidora, ocorrida em 2019, são exemplos das mudanças que reduziram a capacidade de controle do mercado nacional de combustíveis.

A FUP defende que a Petrobras amplie o parque de refino no país e fortaleça sua presença em toda a cadeia do setor, incluindo distribuição e comercialização.

“Uma Petrobras integrada amplia a segurança do abastecimento, reduz a vulnerabilidade do país às oscilações externas e contribui para maior estabilidade na formação dos preços dos combustíveis no mercado doméstico”, afirmou a entidade.

PETRÓLEO EM ALTA

A Petrobras explicou que o reajuste foi influenciado pelo aumento do preço do petróleo no mercado internacional, pressionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

A ofensiva militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã completou duas semanas nesta sexta-feira (13/03), aumentando o risco de interrupção na oferta global de petróleo.

Uma das ameaças mencionadas é o possível bloqueio do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica entre os golfos Pérsico e de Omã, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

COTAÇÃO INTERNACIONAL

Com a instabilidade no mercado global, o barril do petróleo Brent, referência internacional, passou a ser negociado próximo de US$ 100 nesta sexta-feira.

Há cerca de duas semanas, o preço estava próximo de US$ 70, o que representa alta aproximada de 40% no período.

Autoridades iranianas chegaram a alertar para a possibilidade de o barril de petróleo atingir US$ 200 caso o conflito se intensifique.

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