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Fiocruz coloca Mato Grosso do Sul entre estados em atenção por casos de síndrome respiratória grave

Estado apresenta incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, mas sem tendência de crescimento no longo prazo.

Por: Redação 24h News MS
08/10/2026 às 15h11
Fiocruz coloca Mato Grosso do Sul entre estados em atenção por casos de síndrome respiratória grave
Boletim InfoGripe aponta circulação de vírus respiratórios e coloca Mato Grosso do Sul entre estados com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Mato Grosso do Sul está entre cinco estados que apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco, segundo o boletim InfoGripe divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (8). Apesar do cenário, não há sinal de crescimento da tendência de longo prazo no Estado.

Em nível nacional, rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2 apresentam tendência de aumento nos casos de SRAG. Os novos registros semanais provocados pela covid-19, no entanto, permanecem em níveis baixos no país.

CRIANÇAS E ADOLESCENTES EXIGEM ATENÇÃO
O boletim identifica um leve sinal de retomada no crescimento dos casos de SRAG entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Nas demais faixas etárias, o cenário é de estabilidade.

Já os casos associados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e à influenza B estão em queda. As hospitalizações por influenza A permanecem estáveis e em níveis baixos de incidência.

A Fiocruz recomenda que a população pertencente aos grupos prioritários verifique se a vacinação contra a covid-19 está em dia. Para as gestantes, a orientação também inclui a vacinação contra o VSR.

MS ESTÁ ENTRE CINCO ESTADOS EM ATENÇÃO
Além de Mato Grosso do Sul, Maranhão, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

Já Alagoas, Roraima e Sergipe apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, acompanhados de indícios de crescimento nas últimas seis semanas.

Nesses estados, o aumento ocorre principalmente entre crianças e adolescentes. Em Alagoas e Sergipe, o avanço está associado ao metapneumovírus. Em Roraima, ainda não existem dados suficientes para determinar qual vírus está provocando o aumento.

CINCO CAPITAIS TAMBÉM ESTÃO EM ALERTA
Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória apresentam atividade de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.

O levantamento também mostra diferenças entre as faixas etárias mais afetadas. A incidência de SRAG é maior entre crianças de até 2 anos, enquanto a mortalidade apresenta impacto mais elevado na população com 65 anos ou mais.

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