
A senadora Tereza Cristina voltou a defender a aprovação do Projeto de Lei 5.122/2023, que cria uma linha de crédito especial destinada à renegociação de dívidas de produtores rurais prejudicados por perdas provocadas por eventos climáticos.
A manifestação ocorre em meio às preocupações do setor agropecuário com o aumento dos custos de produção, especialmente diante das projeções relacionadas à inflação dos alimentos em 2026 e dos impactos causados pelas oscilações do mercado internacional.
Segundo a parlamentar, fatores como a elevação dos preços dos fertilizantes, influenciada por tensões geopolíticas no Oriente Médio, além da possibilidade de um novo ciclo do fenômeno El Niño, reforçam a necessidade de mecanismos de apoio aos produtores rurais.
O projeto foi aprovado recentemente pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal e agora segue para análise em plenário. A proposta prevê a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar operações de renegociação de dívidas do setor agropecuário.
Pelo texto, poderão ser beneficiados produtores rurais e cooperativas que tenham registrado perdas significativas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda agropecuária esperada.
A proposta também amplia as possibilidades de renegociação, incluindo não apenas financiamentos tradicionais, mas também Cédulas de Produto Rural (CPRs), débitos junto a cooperativas e compromissos assumidos com fornecedores de insumos agrícolas.
Especialistas do setor acompanham com atenção os reflexos dos conflitos internacionais sobre a cadeia produtiva do agronegócio. O aumento dos custos com fertilizantes, combustíveis e logística pode impactar diretamente a produção e pressionar os preços dos alimentos nos próximos meses.
Para representantes do setor produtivo, mecanismos de crédito e renegociação podem contribuir para garantir a continuidade das atividades agropecuárias em um cenário marcado por desafios climáticos, econômicos e pela volatilidade dos mercados globais.