
Um trabalhador rural encontrou uma ossada humana no início da tarde deste sábado (27), em uma floresta de eucalipto localizada em uma fazenda às margens da rodovia MS-320, na zona rural de Três Lagoas (MS).

Segundo informações apuradas pela reportagem, por volta das 14h00, o trabalhador realizava a aplicação de defensivos agrícolas para o combate a formigas em uma área de reflorestamento quando localizou inicialmente um crânio humano em meio à vegetação.

Como não havia sinal de telefonia na região, ele precisou deixar o local para comunicar a empresa onde trabalha, que acionou as autoridades.

A Polícia Militar Rural foi a primeira a chegar à propriedade e, após confirmarem a ocorrência, isolaram a área. Durante novas buscas realizadas nas proximidades, os policiais localizaram o restante da ossada, que estava dispersa pela plantação de eucalipto.

A Polícia Civil foi acionada no início da noite e deslocou equipes ao local, juntamente com a Perícia Criminal e a funerária Cardassi.

Durante os levantamentos periciais, foram encontrados uma Bíblia, peças de roupas em avançado estado de decomposição, um par de botinas e documentos pessoais próximos aos restos mortais.

Após consulta aos sistemas policiais, foi constatado que os documentos pertencem a Derlan José Pereira, de 34 anos, conhecido como “Delanzim”, que estava desaparecido desde maio de 2023.

Conforme o registro policial, familiares procuravam por Derlan desde o desaparecimento. Na ocasião, a mãe informou que ele havia deixado a Clínica de Recuperação Peniel, localizada nas proximidades da fazenda, levando apenas a roupa do corpo, medicamentos e uma Bíblia, itens que coincidem com os objetos encontrados no local.

Ainda segundo a perícia, a ossada estava fragmentada, dispersa e apresentava ausência de algumas partes anatômicas. Em uma das estruturas ósseas foram identificados pinos metálicos de fixação cirúrgica, elemento que poderá auxiliar na identificação por meio de exames antropológicos, necropapiloscópicos e genéticos.

Apesar dos indícios encontrados, a identificação oficial da vítima dependerá da conclusão dos exames periciais realizados pelo Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), incluindo análise de DNA.

O caso foi registrado inicialmente como achado de cadáver e segue sob investigação da Polícia Civil.