
O senador Nelsinho Trad (PSD) anunciou, no sábado (01/08), que desistiu da candidatura à reeleição ao Senado Federal para fortalecer a unidade do grupo político que apoia a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP). A declaração foi feita durante a convenção que reuniu sete partidos aliados, em Campo Grande.
Com a decisão, Nelsinho passa a ocupar a primeira suplência da candidatura de Reinaldo Azambuja (PL) ao Senado. A segunda suplência ficou com o ex-secretário estadual de Fazenda Felipe Mattos (União Brasil).
Durante o evento, o senador afirmou que a decisão foi tomada após avaliar o projeto político defendido pelo grupo e a convergência de ideias para Mato Grosso do Sul e para o cenário nacional.
"Primeiramente dizer que esse gesto, ele foi em cima de uma unidade. De uma unidade, de um projeto que eu acredito e que eu acabei de ouvir aquilo que eu sempre defendi na minha vida pública. Eu queria agradecer a todos que estavam e estão e estarão ao meu lado, dizendo que isso demonstra uma grandeza", declarou.
Nelsinho afirmou acreditar na continuidade do trabalho desenvolvido pelo governador Eduardo Riedel e destacou áreas como saúde, educação, geração de emprego e renda entre as prioridades.
Segundo o senador, a decisão exigiu colocar o interesse coletivo acima do projeto pessoal.
"Eu tive que agir com a razão. Essa é a quinta eleição majoritária que eu disputo, as quatro últimas que eu disputei majoritariamente, e que me deu uma segurança, uma tranquilidade de que eu fiz o que tinha que ser feito. Sem olhar para mim, mas principalmente para olhar por esse grupo", afirmou.
O parlamentar também defendeu um Estado mais enxuto, com atenção às contas públicas e às empresas estatais.
"Para um Brasil melhor e para o Mato Grosso do Sul, cada vez mais forte, é que eu tomei essa atitude", disse.
Durante a convenção, o ex-governador Reinaldo Azambuja afirmou que a decisão de Nelsinho Trad teve como objetivo unificar o campo de centro-direita em Mato Grosso do Sul.
Segundo Azambuja, a aliança reúne lideranças que estiveram em lados opostos nas eleições anteriores, como Capitão Contar (PL), André Puccinelli (MDB) e Rose Modesto (União Brasil), em torno da continuidade do projeto político estadual.
"O que motivou o Nelsinho a abrir mão de uma candidatura ao Senado foi uma união de propósito para unir o campo da direita e do centro. Acho que a gente conseguiu unificar", declarou.
Reinaldo também agradeceu a Felipe Mattos pela composição da chapa e afirmou que o grupo pretende realizar uma campanha unificada, com as candidaturas de Reinaldo Azambuja e Capitão Contar ao Senado.