
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, atacou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante ato realizado nesta segunda-feira (07/09), na Avenida Paulista, em São Paulo.
Em discurso, Flávio chamou Moraes de “laranja podre” e afirmou que o ministro não poderia “contaminar” o restante da Corte.
“Temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes, aquela laranja podre não pode contaminar toda a corte”, declarou.
O senador também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que a eleição presidencial terá impacto direto sobre futuras indicações ao Supremo.
“Quem vota em Lula, vota em Alexandre de Moraes. Nós não vamos permitir que Lula indique mais quatro Alexandres de Moraes para o Supremo Tribunal Federal”, disse.
Flávio também afirmou que, caso seja eleito, pretende indicar nomes alinhados a pautas conservadoras.
“Vou indicar homens e mulheres que sejam contra o aborto, contra as drogas, que ajudem a resgatar a credibilidade do Supremo”, completou.
Alexandre de Moraes foi um dos principais alvos dos discursos durante a manifestação.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que “ninguém está acima da lei e da Constituição” e cobrou respostas do STF sobre as denúncias envolvendo o ministro.
Segundo Tarcísio, a Corte deveria se unir para apurar os fatos, e não para se defender.
Nikolas Ferreira também fez críticas a Moraes e afirmou que “o lugar de Alexandre de Moraes é na cadeia”.
A declaração foi feita em tom político durante o ato.
O pastor Silas Malafaia, por sua vez, pediu que o presidente do STF, Edson Fachin, afaste Moraes.
Enquanto Moraes era alvo de críticas, o ministro André Mendonça recebeu manifestações de apoio.
Um boneco inflável com a imagem do magistrado foi levado ao ato e parte dos discursos destacou sua atuação no Supremo.
Mendonça foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio chegou à Avenida Paulista por volta das 14h30, acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro.
O ato contou ainda com discursos da bispa Sonia Hernandes, da deputada Bia Kicis, do prefeito Ricardo Nunes e do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Durante o evento, também houve pedidos de anistia para Jair Bolsonaro.
Valdemar afirmou que o ex-presidente estaria livre após uma eventual posse de Flávio Bolsonaro. A declaração representa uma promessa política feita durante a campanha.
A manifestação foi tratada por aliados como um teste para medir a capacidade de mobilização do bolsonarismo nesta fase da campanha presidencial.
O ato adotou os lemas “Fora, Lula, Fora, Moraes” e “É agora ou nunca”.
A estratégia também buscou fortalecer candidaturas ao Senado alinhadas à direita, com foco em pautas relacionadas a pedidos de impeachment no Congresso.
Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (03/09) mostrou Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 33%.
Em um eventual segundo turno, Lula apareceu com 46%, enquanto Flávio registrou 44%.
No levantamento anterior, divulgado em 21 de agosto, Lula tinha 47% e Flávio, 43%.