
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS), deflagrou na manhã desta terça-feira (20/01) a Operação Chargeback, com foco no combate a crimes de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais, em Campo Grande.
A ação foi coordenada pelo Departamento de Polícia Especializada (DPE), com apoio da DENAR, DERF, DEFURV e DHPP, e teve como objetivo o cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão e prisões temporárias.

Conforme as investigações conduzidas pelo GARRAS, o grupo criminoso atuava desde 2023 aplicando fraudes por meio de máquinas de cartão e cartões de crédito obtidos de forma ilícita. O esquema consistia na realização de vendas simuladas, pagas com cartões de terceiros, seguidas da solicitação de antecipação dos valores junto às instituições financeiras.
Posteriormente, os verdadeiros titulares dos cartões contestavam as compras, caracterizando o golpe conhecido como chargeback, o que gerava prejuízos milionários às instituições financeiras.
Segundo a Polícia Civil, os valores obtidos de forma fraudulenta pelo grupo já ultrapassam R$ 4 milhões, causando significativo prejuízo ao sistema financeiro.
Diante dos elementos reunidos durante a investigação, a autoridade policial representou pelos mandados de prisão, busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores dos envolvidos, medidas que foram autorizadas pelo Poder Judiciário.
Durante a operação, foram cumpridos:
15 mandados de busca e apreensão
5 prisões cautelares
Bloqueio judicial de aproximadamente R$ 2 milhões em contas bancárias dos investigados
Também foram apreendidos diversos materiais, entre eles:
1 pistola Glock com numeração adulterada
2 carregadores de pistola, sendo um prolongado
Cerca de 100 munições calibre 9mm
8 máquinas de cartão de crédito
Aproximadamente 40 cartões de crédito em nomes de terceiros
1 veículo importado
Celulares, computadores e outros objetos de interesse da investigação
Os suspeitos J.P.L. (30), J.P.F.B. (32), B.M.C.B. (21), N.M.M. (32) e M.F.C.S. (28) foram presos e permanecem custodiados, à disposição da Justiça e das investigações conduzidas pela Polícia Civil.