
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu neste domingo (25/01) mais apoio militar de aliados, em especial em sistemas de defesa aérea, após uma série de bombardeios russos a Kiev e outras regiões do país agravarem a crise humanitária e deixarem centenas de prédios sem aquecimento em meio a temperaturas abaixo de zero.
De acordo com relatos da mídia internacional, a Rússia intensificou seus ataques à infraestrutura energética da Ucrânia no atual inverno, enviando uma grande quantidade de drones, bombas aéreas guiadas e mísseis sobrecarregando as defesas do país.
“Somente nesta semana, os russos lançaram mais de 1,700 drones de ataque, mais de 1,380 bombas aéreas guiadas e 69 mísseis de vários tipos”, afirmou Zelensky ao chegar em Vilnius, capital da Lituânia, onde participou de um evento público. “É por isso que mísseis para sistemas de defesa aérea são necessários todos os dias, e continuamos trabalhando com os Estados Unidos e a Europa para garantir uma proteção mais forte dos nossos céus”, acrescentou o presidente ucraniano.
Os intensos ataques forçaram a evacuação de cerca de meio milhão de pessoas da capital ucraniana, e autoridades locais relataram que 1.676 prédios residenciais de vários andares em Kiev estão sem aquecimento após o bombardeio do dia 24 de janeiro. As temperaturas muito baixas têm dificultado ainda mais o trabalho das equipes de reparo, que tentam restabelecer o fornecimento de aquecimento e eletricidade.
A Ucrânia vem pedindo há meses reforços de aliados, incluindo mísseis de defesa aérea e sistemas avançados de interceptação, para proteger suas cidades e infraestrutura vital contra ataques contínuos das forças russas. Zelensky tem mantido negociações com países europeus e os Estados Unidos para intensificar a ajuda militar, diante da escalada das hostilidades.