
O Ministério Público de Minas Gerais, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber), emitiu um alerta aos pais e responsáveis sobre os riscos da exposição excessiva de crianças e adolescentes nas redes sociais.
Segundo o órgão, a publicação de fotos de menores com uniforme escolar, identificação da escola, cursos frequentados e detalhes da rotina diária pode fornecer informações valiosas para criminosos, que utilizam esses dados na aplicação de golpes, como trotes de sequestro, extorsões e outros crimes.
O coordenador do Gaeciber, promotor de Justiça André Salles, explicou que a maioria dos crimes cometidos pela internet não depende de técnicas avançadas de tecnologia, mas sim do uso indevido de informações pessoais divulgadas voluntariamente nas redes sociais.
De acordo com o promotor, a chamada “engenharia social” é uma das principais ferramentas utilizadas por criminosos, que se aproveitam da confiança gerada a partir de dados reais, como horários, locais frequentados e vínculos escolares, para tornar golpes mais convincentes.
O Ministério Público orienta que pais e responsáveis evitem divulgar informações sensíveis, estabeleçam limites claros para o uso das redes sociais por crianças e adolescentes e restrinjam o acesso às publicações, utilizando configurações de privacidade.
O Gaeciber também desenvolve campanhas educativas voltadas à prevenção de crimes digitais, reforçando que qualquer informação compartilhada na internet pode ser utilizada como forma de identificação por criminosos.