
Uma representação interna protocolada no diretório municipal do PT de Campo Grande acirrou a tensão dentro do partido, após o chefe de gabinete do deputado federal Vander Loubet pedir apuração contra o vereador Landmark Rios por suposta infidelidade partidária e omissão em votação na Câmara Municipal.
O documento, assinado por Ido Luiz Michels, aponta como principal motivo a ausência do vereador na sessão do dia 10 de fevereiro, quando foi mantido o veto da prefeita Adriane Lopes sobre o aumento do IPTU e da Taxa do Lixo. Na ocasião, a oposição precisava de 15 votos para derrubar o veto, mas o placar terminou em 14 votos favoráveis.
Landmark estava em Brasília no dia da votação. No entanto, a representação sustenta que ele poderia ter participado remotamente, já que a sessão permitia conexão virtual. Segundo o texto, parlamentares do próprio partido teriam tentado contato telefônico para que ele registrasse o voto, mas não obtiveram retorno.
A peça também menciona que a ausência teria configurado omissão política em tema considerado sensível ao contribuinte. O documento afirma que a conduta pode caracterizar descumprimento das diretrizes partidárias.
Outro ponto citado na representação envolve a indicação da esposa do vereador, Flávia Percília, para receber homenagem no aniversário de Campo Grande. O texto questiona a utilização do mandato para fins considerados de interesse pessoal e pede avaliação ética da situação.
O pedido foi encaminhado ao presidente municipal do PT, deputado Pedro Kemp, que deverá analisar a admissibilidade da representação e eventual abertura de procedimento interno.
Caso avance, o processo pode resultar em sanções disciplinares previstas no estatuto partidário, que variam de advertência à expulsão. A situação expõe divergências internas e amplia o debate político na Capital, especialmente em torno das discussões sobre IPTU e Taxa do Lixo.