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Polícias Científica e Penal ampliam banco de DNA usado em investigações criminais em MS

Operação coordenada pela Sejusp realizou cerca de 300 coletas genéticas em penitenciária de Campo Grande

Por: Redação 24h News MS
05/05/2026 às 15h13
Polícias Científica e Penal ampliam banco de DNA usado em investigações criminais em MS
Operação em Campo Grande ampliou banco genético utilizado em investigações criminais em Mato Grosso do Sul (Foto: divulgação / Polícia Científica MS)

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul e a Polícia Penal de Mato Grosso do Sul realizaram cerca de 300 coletas de material biológico de custodiados na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande.

A ação, coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, integrou a Operação Codesul Perfil Genético, desenvolvida em conjunto entre Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

As coletas ocorreram em custodiados previamente selecionados conforme critérios previstos em lei. O procedimento foi realizado de forma não invasiva e teve como objetivo ampliar o Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), utilizado em investigações criminais.

Após análise laboratorial e validação técnica, os perfis genéticos passam a integrar a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), permitindo a comparação entre vestígios biológicos encontrados em cenas de crimes e os perfis cadastrados.

O cruzamento dessas informações pode auxiliar na identificação de autores, ligação entre crimes diferentes e fortalecimento das provas técnico-científicas utilizadas nas investigações.

Em Mato Grosso do Sul, a Polícia Penal atuou na triagem e organização dos custodiados dentro da unidade prisional, enquanto a Polícia Científica ficou responsável pela coleta, análise laboratorial e gestão técnica dos perfis genéticos através do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF).

O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, destacou a importância da integração entre as forças de segurança.

“A etapa realizada dentro do estabelecimento penal exige planejamento, controle de fluxo e identificação prévia dos custodiados que se enquadram nos critérios legais”, afirmou.

A diretora do IALF, a perita criminal Josemirtes Prado da Silva, ressaltou que cada perfil inserido amplia a capacidade investigativa do banco genético.

“Isso pode permitir a conexão entre crimes, indicar possíveis autores e abrir novas linhas de investigação em casos que dependem de prova científica”, explicou.

Atualmente, Mato Grosso do Sul possui 5.034 perfis genéticos cadastrados na área criminal. Deste total, 4.081 são de condenados do sistema prisional estadual.

Segundo dados divulgados pela Sejusp, até novembro de 2025 o Estado já havia registrado 88 investigações auxiliadas pelo banco genético, além de 46 coincidências entre vestígios e 13 coincidências entre vestígios e indivíduos cadastrados criminalmente.

No cenário nacional, o Banco Nacional de Perfis Genéticos contabiliza mais de 272 mil perfis cadastrados e mais de 11 mil coincidências confirmadas.

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