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Nem toda dose pode ser usada, entenda como funcionam as perdas técnicas de vacinas no SUS

SES explica que descarte de imunizantes segue normas do Programa Nacional de Imunizações e garante segurança da população

Por: Redação 24h News MS
11/05/2026 às 16h20
Nem toda dose pode ser usada, entenda como funcionam as perdas técnicas de vacinas no SUS
SES esclarece que perdas técnicas de vacinas seguem normas do Programa Nacional de Imunizações e garantem segurança da população (Foto: divulgação / Governo de MS)

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) esclareceu que parte das chamadas perdas de vacinas no SUS segue critérios técnicos rigorosos previstos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), sendo um procedimento necessário para garantir a qualidade, eficácia e segurança dos imunizantes aplicados na população.

Segundo a SES, muitas vacinas são armazenadas em frascos multidoses, que reúnem várias aplicações em um único recipiente. Após a abertura, esses frascos possuem prazo limitado para utilização, já que ficam mais suscetíveis à contaminação e à perda de estabilidade, o que pode comprometer a eficácia da vacina.

De acordo com as orientações técnicas, o período de utilização varia conforme o tipo de imunizante, podendo durar algumas horas ou até alguns dias, desde que mantido em temperatura adequada entre 2°C e 8°C. Após esse prazo, as doses restantes precisam ser descartadas.

A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, destacou que o descarte não representa falha do sistema, mas um cuidado essencial com a saúde pública.

“O que chamamos de perda técnica já é previsto pelo Ministério da Saúde. Isso acontece principalmente por conta dos frascos multidoses, que precisam ser utilizados dentro de um período específico após a abertura. Utilizar uma dose fora desse prazo pode comprometer a proteção e a segurança da pessoa vacinada”, explicou.

A distribuição das vacinas também segue planejamento técnico, levando em consideração a população-alvo de cada imunizante, garantindo oferta adequada para os públicos prioritários definidos nas campanhas de vacinação.

Mesmo com planejamento e monitoramento, a SES reforça que algumas situações exigem abertura de frascos para atender poucas pessoas, principalmente em períodos ou localidades com menor procura.

“A prioridade é garantir o acesso da população. Muitas vezes, abrimos um frasco para atender uma pessoa, mesmo sabendo que nem todas as doses poderão ser utilizadas. Isso faz parte da estratégia para ampliar a cobertura vacinal e proteger mais pessoas”, afirmou a coordenadora.

As perdas consideradas técnicas e aceitáveis são monitoradas pelos gestores de saúde, enquanto perdas evitáveis, como falhas de armazenamento ou interrupção da cadeia de frio, recebem acompanhamento mais rigoroso e ações contínuas de capacitação das equipes.

A SES também destacou que a participação da população é fundamental para o melhor aproveitamento dos imunizantes, reforçando a importância de manter a vacinação em dia e procurar regularmente as unidades de saúde.

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