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Servidores investigados por “tapa-buraco fantasma” guardavam quase R$ 500 mil em casa em Campo Grande

Operação “Buraco Sem Fim” prendeu sete investigados, entre eles o ex-secretário de Obras Rudi Fiorese

Por: Redação 24h News MS
12/05/2026 às 12h32
Servidores investigados por “tapa-buraco fantasma” guardavam quase R$ 500 mil em casa em Campo Grande
Operação “Buraco Sem Fim” encontrou quase R$ 500 mil em dinheiro vivo na casa de investigados em Campo Grande (Foto: divulgação / MPMS)

Dois servidores públicos investigados por suspeita de envolvimento em fraudes no serviço de tapa-buraco em Campo Grande guardavam quase meio milhão de reais em dinheiro vivo dentro de casa, segundo informações divulgadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Os valores foram encontrados durante a Operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada na manhã desta terça-feira (12/05) pelo Gaeco, Gecoc e Promotoria de Justiça de Campo Grande.

Conforme o MPMS, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão e das prisões, foram localizados R$ 429 mil em espécie nos imóveis de dois investigados.

Na residência de um dos servidores foram apreendidos R$ 186 mil em dinheiro vivo. Já na casa do segundo alvo, os investigadores encontraram outros R$ 233 mil em notas de real.

A operação resultou na prisão de sete pessoas, entre elas o ex-secretário municipal de Obras da gestão Marquinhos Trad, Rudi Fiorese.

Ele foi preso em casa, em um imóvel localizado na Rua das Garças, em Campo Grande.

As investigações também atingiram outros envolvidos que já haviam sido alvos de operações anteriores relacionadas a contratos públicos.

Durante a ação, equipes realizaram buscas na sede da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), além de diversos endereços ligados aos investigados.

A Operação “Buraco Sem Fim” é um desdobramento da operação “Cascalhos de Areia”, deflagrada em 2023.

Na ocasião, o Ministério Público investigava suspeitas de superfaturamento, pagamentos por serviços não executados e fraudes em contratos ligados à prefeitura.

Segundo o MPMS, entre os anos de 2018 e 2025, uma empresa investigada recebeu R$ 113,7 milhões em contratos públicos, mesmo sem executar parte dos serviços contratados.

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